Papai Noel é preso por estupro de vulnerável em shopping de Santa Catarina
Um profissional cujo trabalho é estar em contato direto e frequente com crianças no fim de ano foi preso pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), na última quinta-feira (27/11), por estupro de vulnerável.
O homem trabalhava como papai noel em um shopping da cidade de Lages (a cerca de 230km da capital, Florianópolis) e foi preso preventivamente no local de trabalho, trajado do personagem e à vista de clientes e crianças que estavam passeando pelo local.
Imagens da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) mostraram o flagrante do homem de 67 anos.
De acordo com a delegada Bruna Viana, o inquérito policial foi aberto a partir de uma denúncia. Após as investigações da polícia e o encaminhamento do caso à Justiça, o Ministério Público fez a denúncia e requereu a prisão preventiva do suspeito.
A delegada explicou, porém, que o crime cometido pelo papai noel não ocorreu dentro do shopping. “O mandado de prisão só foi cumprido no shopping, pois esse era o local de trabalho do homem, e onde ele estava no momento da diligência”, afirmou em coletiva. O caso corre em segredo de Justiça e detalhes sobre o crime cometido não foram fornecido pelas autoridades.
O shopping divulgou uma nota sobre o corrido na manhã de sexta-feira (28):
“O Lages Shopping Center foi surpreendido pelas informações divulgadas na data de ontem acerca de investigação conduzida sob segredo de justiça pela Polícia Civil do Estado de Santa Catarina, que resultou na prisão do profissional contratado para atuar como Papai Noel no cenário de Natal do Shopping. Diante dos fatos, o Lages Shopping Center manifesta seu absoluto repúdio a qualquer conduta que comprometa a integridade de seus clientes, em especial das crianças e famílias que frequentam o nosso empreendimento.
Ressaltamos que a atuação da Polícia Civil não decorreu de nenhum fato ocorrido nas dependências do Shopping, e foi realizada sem que houvesse qualquer comunicação oficial ao empreendimento em razão do sigilo imposto à investigação. Além disso, destacamos que a contratação foi realizada em estrita obediência à legalidade e integridade que norteiam nossa atuação, sendo que o Shopping já procedeu à imediata rescisão do contrato e segue à disposição das autoridades policiais para contribuir com o bom andamento das apurações oficiais, no que for cabível.”
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