IMA divulga novo boletim de balneabilidade e informa que há 14 trechos impróprios para banho no litoral alagoano
O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) publicou, nesta semana, o mais recente boletim de balneabilidade, documento que avalia a qualidade da água em 68 pontos entre Maragogi e Pontal do Peba. O levantamento, realizado nos dias 25 e 26 deste mês, mostra que 14 trechos estão impróprios para banho, enquanto 54 permanecem adequados para os banhistas, um dado essencial para quem planeja aproveitar as praias alagoanas.
O relatório reforça o bom desempenho ambiental do Litoral Sul, que apresentou os melhores índices. Dos 23 pontos analisados, apenas um — localizado no Rio Niquim, na Barra de São Miguel, a cerca de 300 metros da foz — foi considerado impróprio para banho.
Em Maceió, o cenário é mais crítico. Dos 20 trechos avaliados, 10 foram classificados como impróprios, o que representa metade das áreas analisadas. A situação acende um alerta para moradores e turistas que buscam as praias da capital, especialmente em períodos de maior fluxo.
No Litoral Norte, três trechos da praia de Maragogi apareceram como impróprios no boletim, um dado que reforça a importância do monitoramento constante em um dos destinos turísticos mais procurados do estado.
O IMA também avaliou a situação das lagunas alagoanas. Dos 10 pontos analisados, cinco foram considerados inadequados para banho, ampliando a atenção sobre áreas que sofrem maior influência de cursos d’água e variáveis ambientais.
A classificação segue os critérios da Resolução CONAMA nº 274/2000, que avalia os níveis de Escherichia coli nas últimas cinco semanas. Uma praia é considerada própria quando 80% das amostras apresentam valores inferiores a 800 NMP por 100 mL. Caso esse parâmetro seja ultrapassado — ou se o valor da última amostra exceder 2.000 NMP/100 mL — o trecho é automaticamente classificado como impróprio.
Apesar de alguns pontos da capital terem sido considerados adequados, o IMA orienta que banhistas evitem áreas sob influência de floração de algas, especialmente entre a Avenida e o Sobral, em Maceió. A recomendação vale para qualquer período do ano, já que a presença dessas algas pode causar irritações e outros efeitos nocivos.
Acesse o boletim completo: IMA
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