Trabalhadores brasileiros têm até hoje (28) para receber primeira parcela do décimo terceiro salário
Em 2025, trabalhadores brasileiros vão receber mais cedo a primeira parcela do décimo terceiro salário.
A especialista em meio ambiente e segurança do trabalho Jéssica Leite nunca esperou tanto pelo décimo terceiro. Desde maio, quando mudou de cidade para trabalhar, já decidiu o destino do dinheiro.
“Essa oportunidade do décimo terceiro poder estar mobiliando esse meu apartamento. Então, hoje vai ser tudo para os móveis mesmo”, conta.
Noventa e cinco milhões de brasileiros devem receber o décimo terceiro salário. Segundo o Dieese, um potencial de injetar quase R$ 370 bilhões na economia. E em 2025, ele vai chegar mais cedo. As empresas têm até o dia 30 de novembro para pagar a primeira parcela. Mas como, neste ano, cai em um domingo, o depósito deve ser feito antes: até dia 28. O mesmo vale para segunda parcela: como o prazo máximo é 20 de dezembro, um sábado, ela deve ser paga até o dia 19.
Uma indústria de alimentos de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, já se preparou para a mudança das datas.
“A gente teve que fazer um planejamento do nosso fluxo de caixa, que começou desde setembro, para conseguir ter uma reserva financeira e fazer esses ajustes”, conta Ana Luiza Rodrigues, diretora de pessoas e marketing da empresa.
A analista de qualidade Marina Baia gostou da antecipação e já sabe o que vai fazer com o dinheiro:
“Eu adquiri atualmente a minha casa com meu noivo, e aí a gente pretende estar mobiliando ela com o décimo terceiro”, diz.
Agora, quem tem contas atrasadas, a dica dos economistas já é bem conhecida: usar o décimo terceiro para quitar o que está devendo e começar 2026 no azul. Opção que pode ser interessante para muita gente. O Brasil nunca teve tantos inadimplentes: são quase 80,5 milhões de pessoas que atrasaram o pagamento de alguma parcela de uma dívida.
“O mais importante é pagar para não gerar juros mais altos, porque os juros já estão altos. E o banco, obviamente, cobra juros tanto mais altos quanto maior é o risco da pessoa, mais ela vai se endividar e mais alta vai ser essa taxa”, diz Vaníria Ferrari, economista e professora de economia da PUC Minas.
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