Em noite histórica, Arapiraca realiza primeiro Festival da Consciência Negra e valoriza cultura afro-brasileira; assista
A cidade de Arapiraca viveu uma noite marcada por arte, cultura e representatividade na noite de ontem, quarta-feira, 19 de novembro, durante a realização do primeiro Festival da Consciência Negra da Capital do Agreste Alagoano.
Promovido pela Prefeitura de Arapiraca, o evento reuniu uma grande programação na Casa da Cultura e também na área externa, na tenda cultural Afro Ação, atraindo moradores e visitantes que prestigiaram a celebração dedicada ao Dia da Consciência Negra, 20 de novembro.
A abertura contou com uma exposição especial na Casa da Cultura, seguida por diversas apresentações artísticas e culturais ao ar livre, valorizando tradições afro-brasileiras e reforçando a importância da preservação histórica.
Conforme a secretária de cultura de Arapiraca, Mônica Nunes, o festival foi pensado para ser um espaço de diálogo, expressão e fortalecimento da identidade negra no município e teve uma grande participação da população. “O nosso festival foi construído com a participação das comunidades, a fala de todo esse povo que queria ter suas manifestações muito genuínas. Todo esse evento foi fomentado pela Prefeitura de Arapiraca, com o aval do prefeito Luciano Barbosa, para que fosse realizado da forma como eles queriam. Essa programação é uma programação construída”, afirmou.
Entre os grupos presentes, representantes de terreiros desempenharam papel fundamental na valorização das raízes ancestrais. Mãe Rita, do Terreiro Abassá Dan Orum, enfatizou a relevância do momento. “É de extrema importância que as pessoas vejam ao vivo o que significa o terreiro: seu cântico, sua dança, que é algo muito bonito, uma cultura maravilhosa. Representa também o sofrimento negro, fazendo com que a gente exponha nossos conhecimentos para que as pessoas vejam de perto a importância de conhecer os terreiros”, disse.
A música também teve participação especial na noite. O cantor Luiz de Assis, vocalista da Banda Vibrações, trouxe uma reflexão profunda sobre a data.
“Consciência negra é saber que essa é uma porção fundamental de nossa cultura. A cultura da gente é muito fundamentada na cultura afro, vinda da diáspora da África na forma de escravização. É importante saber de toda essa história de escravização, servidão e dificuldades, mas também conhecer a história anterior, que é uma história de glória”, destacou o artista.
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