Operação mais letal do Rio deixa 60 mortos, sendo 4 policiais
Na manhã desta terça-feira (28/10), a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), com a Polícia Militar e o governo do Rio, concedeu uma entrevista coletiva para detalhar a megaoperação deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio. Ao todo, 2,5 mil agentes de segurança saíram às ruas. Os criminosos contra-atacaram com barricadas, drones, bombas e tiros.
Até o momento, foram confirmadas 81 prisões e 60 óbitos — destes, quatro são policiais, dois civis e dois militares. Os policiais apreenderam um verdadeiro arsenal — pelo menos 75 fuzis foram recolhidos.
O objetivo da operação no Rio é combater a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e prender lideranças criminosas que atuam no Rio e em outros estados.
Os policiais tentam cumprir 100 mandados de prisão contra integrantes do CV — entre os alvos, 30 são de outros estados, com destaque para membros da facção no Pará, que estariam escondidos nessas regiões.
Até o último balanço, foram 64 mortes, sendo 60 de suspeitos, 4 de policiais (dois civis e dois do Bope) e 81 presos.
A ação ainda está em andamento, e os números podem mudar.
Segundo o Governo do Rio, a operação desta terça-feira é a maior em 15 anos.
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