Passageiro assedia motorista de aplicativo e sugere sexo oral: 'Um boquete, queria?'
Um motorista de aplicativo denunciou um caso de assédio em uma corrida. Durante a viagem entre Praia Grande, no litoral de São Paulo, e o bairro Jardim Caraguatá, em Cubatão, também na Baixada Santista, o passageiro afirmou que ele era “muito bonito” e ofereceu sexo oral.
A conversa foi filmada por uma câmera de segurança dentro do carro e o vídeo compartilhado nas redes sociais, onde o motorista costuma divulgar curiosidades e flagrantes durante as corridas.
Na gravação, é possível ver o passageiro com um cachorro no colo. Ele diz que achou o motorista muito bonito e pergunta: “E um boquete, queria?”. O motorista parece surpreso com o comentário e o passageiro desconversa. Em seguida, responde: “Não leva a mal, parceiro. Estou ‘trampando’ na moral, levando seu cachorro. Não confunde, entendeu?”.
Ao Metrópoles, o trabalhador contou que o passageiro começou elogiando a forma como ele dirigia e fazendo perguntas pessoais. “Eu estava respondendo normalmente, na educação, e ele achou que eu estava dando liberdade”, afirmou. “É desconfortável e constrangedor”, completou.
O motorista também disse que o assédio é comum em mensagens dentro do próprio aplicativo, mas que não havia passado por uma situação semelhante pessoalmente. Ele também afirmou que participa de grupos de motoristas de aplicativo nas redes sociais onde os colegas compartilham diversos casos semelhantes.
O homem relatou que denunciou o assédio na plataforma logo após a corrida, mas que não houve retorno da empresa responsável pelo aplicativo usado na corrida.
Nesta quinta-feira (9/10), durante a conversa com o Metrópoles, o motorista abriu o aplicativo e notou que teve a conta suspensa definitivamente. Ele atribuiu o bloqueio ao caso. “Tenho certeza que foi por causa do acontecido. Tem muito passageiro que reporta coisas aleatórias para prejudicar o motorista. O aplicativo tira a [responsabilidade] dele da reta punindo o motorista e o passageiro”, reagiu.
Tolerância zero
Em nota, a empresa afirmou que lamenta o ocorrido e disse que possui uma política de repúdio e tolerância zero em casos de assédio e violência sexual.
“Assim que a empresa tomou conhecimento do caso, o perfil do passageiro foi bloqueado da plataforma.”
Sobre o bloqueio do perfil do motorista, a empresa justificou que a suspensão foi motivada por uma “fraude cadastral, uma vez que o perfil deve ser de uso pessoal e intransferível, e que conta com um rigoroso processo de cadastro, no qual é solicitado que o motorista envie a CNH e o Certificado de registro e licenciamento do veículo.
“A empresa ressalta que está à disposição para colaborar com as autoridades, se necessário”, concluiu a empresa. O motorista afirmou que vai acionar a Justiça contra a empresa.
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