Advogado é condenado a 16 anos de prisão por tentar matar mulher em AL
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio da 42ª Promotoria de Justiça da capital, obteve a condenação de um advogado acusado de tentar matar a então companheira. O crime, que teve requintes de crueldade, foi reconhecido pelos jurados, após os argumentos apresentados pela promotora Adilza Inácio de Freitas, como tentativa de feminicídio qualificado, e resultou em uma pena de 16 anos e 6 meses de reclusão para Sandro Vieira Fernandes. O júri ocorreu nessa quinta-feira (9).
De acordo com a denúncia ajuizada pelo MPAL, com base na investigação policial e nos relatos colhidos durante a instrução processual, o crime ocorreu após uma discussão entre o casal. De dentro do veículo onde ambos estavam – eles haviam saído de uma festa–, o condenado começou a agredir a vítima com golpes de faca e socos, obrigando a vítima a provocar o capotamento proposital do carro na tentativa de se livrar da violência, uma vez que ela estava dirigindo o automóvel.
Após o acidente, mesmo vendo a companheira já ferida, o agressor ainda tentou golpeá-la nas costas, e a atingiu no pescoço e nas pernas, além de tê-la mordido nos braços. Ao tentar se proteger, a vítima foi mais uma vez ferida, dessa vez, nas mãos. Apesar de machucada, a vítima conseguiu sair do carro, fugindo por uma área de vegetação, que já estava escura em razão de ser madrugada, e lá ficou até conseguir encontrar socorro.
Após receber ajuda de um vigilante de uma empresa localizada nas proximidades do ocorrido, a vítima foi socorrida para um hospital em Maceió, onde precisou passar por uma cirurgia. Ainda segundo a ação penal, por mais de 22 anos a vítima sofria diferentes tipos de agressões, tanto física quanto psicológica.
A promotora Adilza Freitas destacou a gravidade do caso e a importância da condenação como forma de reafirmar o compromisso do Ministério Público com o enfrentamento à violência contra a mulher: “Foi uma tentativa brutal, marcada pela frieza e pela intenção clara de matar. A vítima sobreviveu por um ato de resistência e coragem. A pena imposta é uma resposta firme do sistema de Justiça à violência de gênero”, afirmou ela.
O crime aconteceu no dia 15 de setembro de 2021, na BR 101, município de São Miguel dos Campos. O caso foi julgado em Maceió após ter o pedido de desaforamento acatado pelo Judiciário.
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