Polícia descarta estupro coletivo de adolescente em Quebrangulo; entenda
As investigações da Polícia Civil sobre um suposto caso de estupro coletivo envolvendo uma adolescente, ocorrido na cidade de Quebrangulo, agreste de Alagoas, tiveram uma reviravolta. Após coleta de imagens e depoimentos, os delegados Marcos Silveira e Igor Diego anunciaram, ontem, quarta-feira, 17, que não houve crime.
O caso teria ocorrido no dia 31 de agosto. Na versão inicial apresentada, a vítima relatou que, após sair de uma casa de show com amigas, encontrou um jovem colega de escola, que a convidou e ao grupo para sua residência. Lá, segundo ela, começaram a ingerir bebidas alcoólicas e, em determinado momento, teria ficado sozinha com o rapaz, quando outros teriam chegado e cometido o abuso sexual. A adolescente chegou a afirmar que poderia ter sido dopada, e que só recordou do fato ao ver um vídeo circulando nas redes sociais.
No entanto, os delegados observaram inconsistências nos relatos, que levantaram suspeitas sobre a veracidade da história. A apuração detalhada, segundo a Polícia Civil, comprovou uma narrativa diferente da apresentada pela jovem. De acordo com o delegado Igor Diego, a adolescente estava na residência de um colega de escola ingerindo bebida alcoólica e, posteriormente, convidou outros rapazes a levarem mais bebida. Por volta das 18h, ela manteve relação sexual consentida com um desses jovens.
Imagens de câmeras de segurança de um bar local confirmaram que, entre 21h e 23h10, a adolescente esteve no estabelecimento junto com o rapaz dono da residência e outros envolvidos, sem apresentar sinais de embriaguez. Após o bar, ela voltou para a casa do colega, onde manteve relações sexuais consensuais com outros rapazes presentes, alternando entre o quarto e a sala da residência.
Ainda segundo a Polícia Civil, foi apurado que, na manhã seguinte, a adolescente pediu a uma amiga que mentisse para justificar o motivo de não ter retornado para casa. Pouco depois, começaram a circular vídeos dos atos sexuais, o que a levou a apresentar a versão inicial de suposto abuso na delegacia. Análises mostraram que ela não estava embriagada, andava normalmente nas ruas e que a versão apresentada inicialmente não condizia com os fatos.
Agora, a Polícia Civil avalia se a jovem poderá responder por denunciação caluniosa.
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