Mais um: Serial Killer alagoano é condenado a 14 anos de prisão por tentar matar barbeiro
Nesta quinta-feira (14), Albino Santos, conhecido como o serial killer de Maceió, foi sentenciado a 14 anos de prisão pela tentativa de assassinato do barbeiro Alan Vitor dos Santos Soares, ocorrida em 12 de junho de 2024, no bairro Vergel do Lago. Além da pena de reclusão, o réu foi condenado a pagar uma indenização de R$ 50 mil à vítima. Durante o julgamento, acusado e vítima ficaram frente a frente.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Alagoas (MP-AL), a investigação comprovou que Alan voltava do trabalho para a casa da avó quando percebeu estar sendo seguido. Pouco depois, foi alvo de quatro disparos: um atingiu sua nuca, dois perfuraram o pulmão e um raspou sua orelha. Apesar da gravidade dos ferimentos, ele sobreviveu após passar mais de dois meses hospitalizado, incluindo 30 dias em coma.
O depoimento de Alan foi essencial para o avanço das investigações, já que ele mesmo procurou a polícia após reconhecer Albino em reportagens sobre o assassinato de Emerson Wagner.
A denúncia também inclui laudos periciais do celular apreendido com Albino, que demonstram que ele já monitorava a vítima há algum tempo. O réu fazia capturas de tela dos perfis de Alan nas redes sociais, indicando que o observava antes do ataque.
As investigações revelaram ainda que Albino mantinha pastas organizadas em plataformas digitais com arquivos sobre possíveis vítimas, notícias dos crimes que cometeu e até selfies feitas em cemitérios, o que demonstra frieza e planejamento. Em julgamentos anteriores, o próprio réu chegou a confessar parte dos crimes.
Os arquivos eram intitulados com nomes como “odiadas instagram” e “mortes especiais”. Neles, Albino marcava as datas dos crimes em calendários e adicionava fotos das vítimas, como fez com Alan Vitor.
De acordo com o promotor Antônio Vilas Boas, Albino é suspeito de vários homicídios em Maceió, todos com um padrão semelhante: as vítimas eram jovens com perfis parecidos, cujas rotinas eram observadas nas redes sociais. “Apesar de o réu negar a autoria, o Ministério Público apresentou provas consistentes de sua participação, o que foi decisivo para convencer os jurados e garantir a condenação. Este é mais um passo importante para assegurar justiça às vítimas e reafirmar o compromisso do MP com a proteção da vida e da ordem pública”, afirmou o promotor.
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