Saneamento básico ainda é desafio em municípios fiscalizados pela FPI em Alagoas

A 15ª etapa da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Rio São Francisco em Alagoas revelou um cenário preocupante em oito municípios de Alagoas. Apesar das obrigações legais e da urgência em proteger os mananciais da bacia do Velho Chico, as prefeituras seguem indiferentes diante da necessidade de implantar e operar estações de tratamento de esgoto (ETE) e redes coletoras adequadas.
As inspeções da equipe de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário Urbano constataram que Monteirópolis, Senador Rui Palmeira e Jacaré dos Homens sequer possuem estrutura física para implantação de ETEs. Em Carneiros e Olho D’Água das Flores, as estações chegaram a ser construídas, mas nunca entraram em funcionamento. Já em Pão de Açúcar, há obras de recuperação em andamento.
Em São José da Tapera e Palestina, a situação levou à aplicação de multas de R$ 50 mil pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), já que as ETEs não operam regularmente e as redes coletoras extravasam, lançando águas cinzas (provenientes de usos domésticos, exceto vaso sanitário) diretamente nas sarjetas pluviais.
Segundo a coordenadora da equipe, Elizabeth Rocha, o cenário é de grave descaso: “A população e o meio ambiente não podem mais esperar. O não funcionamento dessas estruturas compromete a qualidade dos recursos hídricos da bacia do São Francisco, aumenta os riscos à saúde pública e onera ainda mais o sistema de saúde. É urgente que os municípios tratem o saneamento como prioridade, porque investir em água limpa e coleta de esgoto é investir em qualidade de vida, dignidade e futuro sustentável”, destacou.
A Lei nº 11.445/2007, conhecida como Marco Legal do Saneamento Básico, estabelece que até 2030 o Brasil deve garantir que 90% da população tenha acesso à coleta e tratamento de esgoto. O descumprimento dessas metas pode gerar sérias consequências para os municípios, como perda de financiamentos, impedimento de celebrar convênios com a União, sanções administrativas, responsabilização de gestores e, sobretudo, impactos diretos na saúde da população.
A falta de saneamento adequado expõe as comunidades ao risco de doenças de veiculação hídrica e contribui para a degradação ambiental, contaminando rios, solos e mananciais. Por outro lado, assegurar o fornecimento de água potável e o tratamento adequado de esgoto significa menos internações hospitalares, mais saúde, proteção ambiental e desenvolvimento sustentável.
A equipe Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário Urbano é formada por técnicos do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea-AL), Conselho Regional de Química da 17ª Região (CRQ-17), Conselho Regional dos Técnicos Industriais da 3ª Região (CRT-3), Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), Ministério Público de Alagoas (MP/AL), Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh).
Últimas Notícias

Homem é preso no Jacintinho por tentativa de homicídio contra policial militar, em Alagoas

Justiça de Alagoas converte em preventivas as prisões em flagrante da Operação “Farmácia do Crime”

Delegado sofre acidente na AL-220 após desviar de animal na pista

PM apreende arma com suspeito de participação em homicídio

Motociclista é executado a tiros no Agreste alagoano
Vídeos mais vistos

Festa termina com jovem morta e dois feridos no Agreste alagoano

27ª edição Raízes de Arapiraca

Morte em churrascaria de Arapiraca

Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
