Carla Zambelli volta a tribunal na Itália para audiência
Considerada foragida da Justiça brasileira, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) voltou a um tribunal de Roma, na Itália, nesta quarta-feira (27), para uma audiência dentro do processo em que a Justiça italiana analisa sua extradição ao Brasil.
Há duas semanas, Zambelli chegou a ir ao mesmo tribunal, mas alegou estar passando mal, e a audiência foi adiada.
Na sessão desta quarta, no Tribunal de Apelações da capital italiana, o juiz responsável pode decidir se a deputada licenciada vai permanecer presa ou aguardará em liberdade pelo processo de extradição em liberdade.
Novo pedido de soltura
A defesa da deputada alega questões de saúde para pedir sua liberdade e, em paralelo, apresentou ao juiz um outro pedido de soltura, alegando que o governo brasileiro não fez um pedido de prisão preventiva.
Em entrevista na saída da sessão, em Roma, os advogados de Zambelli afirmaram esperar que ela seja solta "a qualquer momento".
No entanto, a Corte Suprema da Itália já afirmou que um pedido de prisão na lista de alerta vermelho da Interpol, caso da parlamentar brasileira, é equivalente a um pedido de prisão em âmbito internacional, e o Tratado de Extradição Itália-Brasil, no artigo 13,2, introduz expressamente a equivalência entre pedido em âmbito Interpol e pedido de aplicação de medidas cautelares.
Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dias após a condenação, ela deixou o país e informou que estava na Itália.
O ministro do STF Alexandre de Moraes expediu um mandado de prisão para a deputada, e ela foi então presa na Itália no fim de julho. Agora, a Justiça italiana analisa um pedido de extradição de Zambelli par ao Brasil.
Redes sociais
Zambelli, mesmo foragida, segue nas redes sociais por meio de um perfil alternativo no Instagram.
O primeiro post do perfil foi publicado em 13 de junho, cerca de 10 dias após a retirada do ar de suas redes oficiais, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, em 4 de junho. A conta foi criada em maio de 2025 e tem cerca de 4.600 seguidores e é utilizada para comentar temas da política nacional e reforçar críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar da suspensão das contas principais, o novo perfil continua acessível. Ele foi atualizado pela última vez em 28 de julho.
Zambelli é alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pelo ministro Alexandre de Moraes e está incluída na lista de procurados da Interpol. Ela foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com apoio do hacker Walter Delgatti Neto.
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