Laudo toxicológico aponta uso de dez medicamentos no corpo de esteticista que morreu em clínica de reabilitação em Marechal Deodoro
O laudo toxicológico realizado pelo Laboratório Forense do Instituto de Criminalística de Maceió, da Polícia Científica de Alagoas, revelou a presença de dez medicamentos no corpo da esteticista Cláudia Pollyane Faria de Santa’Anna.
Entre as substâncias identificadas estão carbamazepina, diazepam e fluoxetina, além de outras sete drogas controladas que, combinadas, podem causar graves riscos à saúde. A análise apontou que a concentração de carbamazepina ultrapassou o nível considerado tóxico.
Conforme o documento assinado pela perita criminal Ayala Gomes, os exames foram realizados em sangue, humor vítreo e conteúdo estomacal. Técnicas de Cromatografia Gasosa acoplada à Espectrometria de Massas (GC-MS) e Cromatografia Líquida acoplada à Espectrometria de Massas em série (LC-MS/MS) confirmaram a presença de amitriptilina, clorpromazina, haloperidol, nortriptilina, prometazina, quetiapina e 7-aminoclonazepam.
O perito criminal Thalmanny Goulart, chefe do Laboratório Forense, destacou que a combinação dessas substâncias pode provocar coma profundo, parada respiratória, convulsões, arritmias fatais e até morte, sobretudo em situações de abuso ou uso sem acompanhamento médico. Ele reforçou que o uso simultâneo de medicamentos deve ocorrer apenas em casos muito específicos e sob rigorosa supervisão profissional.
Ainda nesta segunda-feira, 25, uma operação conjunta em Marechal Deodoro interditou a clínica onde Cláudia Pollyane morreu no dia 9 de agosto. A ação contou com a presença das polícias Civil, Militar e Científica, além do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária. Familiares e amigos da vítima acompanharam a operação e cobraram justiça.
O proprietário da clínica foi preso no dia 22 de agosto em um motel em Jacarecica, Maceió. Sua esposa, também sócia do estabelecimento, havia sido capturada uma semana antes, no dia 15 de agosto. A Polícia Civil segue investigando a participação de outras pessoas na morte de Cláudia Pollyane e em crimes cometidos dentro do espaço.
Cláudia Pollyane foi levada já sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Marechal Deodoro. A equipe médica constatou que ela havia falecido cerca de quatro horas antes e que seu corpo apresentava diversos hematomas. O laudo cadavérico divulgado em 22 de agosto apontou insuficiência respiratória aguda como causa da morte, além de múltiplas lesões traumáticas.
Após a repercussão do caso, outras denúncias surgiram. No dia 14 de agosto, uma adolescente foi resgatada da clínica e relatou ter sido vítima de estupro por parte do proprietário. A Polícia Civil segue colhendo depoimentos e apurando indícios de outros crimes praticados no local.
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