Brasil repete feito do conjunto geral e é prata na série mista do Mundial de ginástica rítmica
Não há forma melhor de encerrar uma competição histórica do que ganhando mais uma medalha. Na última final do Mundial do Rio de Janeiro, neste domingo (24), o conjunto brasileiro voltou ao pódio. A equipe, prata na prova geral, repetiu a dose na série mista, com três bolas e dois arcos. Duda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira, Mariana Gonçalves e Maria Paula Caminha fizeram uma apresentação exuberante, ao som do clássico “Evidências”. Receberam nota 28.550 e ficaram só a 0.100 da campeã Ucrânia. Assim, escreveram outro lindo capítulo da ginástica rítmica do Brasil e gravaram seus nomes em uma campanha que nunca será esquecida.
– Acho que foi a melhor série das nossas vidas. Treinamos muitas vezes e entramos querendo fazer nossa série, porque sabíamos que ontem deixamos passar várias coisinhas. Conseguimos voltar para o foco muito rapidamente depois da final de fitas (sexto lugar). Tínhamos em mente que queríamos finalizar este Mundial em casa da melhor maneira possível, honrando todos os brasileiros. Foi perfeito – celebrou Duda, capitã da seleção de conjunto.
Técnica da equipe verde e amarela, Camila Ferezin também rasgou elogios à apresentação brasileira:
– Foi a coisa mais linda que eu já vi na minha vida, a coisa mais espetacular. Elas estiveram perfeitas. Não tem coisa mais linda do que o Brasil dentro de quadra, com essa performance, essa torcida.
Além de Brasil e Ucrânia, a China subiu ao pódio da série mista. O conjunto asiático recebeu 28.350, garantindo o bronze.
Como foi a apresentação brasileira na série mista
Para começar, um breve relato de quem esteve na Arena Carioca 1 em todos os dias do Mundial. Não há como segurar a emoção quando os torcedores embarcam na apresentação do conjunto brasileiro e cantam o refrão de "Evidências". E é certo também que essa sinergia entre quadra e arquibancadas impulsiona as atletas.
Do primeiro ao último segundo da série deste domingo, Duda, Nicole, Sofia, Mariana e Maria Paula mantiveram a concentração e a precisão nos movimentos. Sem erros graves, concluíram os passos e vibraram muito ao fim dos dois minutos e meio de coreografia. Estavam felizes pelo trabalho feito e também conscientes de que uma boa nota viria.
Os 28.550 dados pelos juízes ficaram bem acima da avaliação do conjunto brasileiro nas classificatórias da série mista (27.850).
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