Novo tratamento para casos avançados de câncer de próstata, que reduz risco de morte em 55%, é aprovado no Brasil
Um novo tratamento para câncer de próstata em estágio avançado, quando já há metástase, foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária);
A combinação dos medicamentos talazoparibe (Talzenna) e enzalutamida (Xtandi) mostrou eficácia significativa na redução do risco de progressão da doença e de morte em pacientes com mutações específicas.
Indicado para casos de câncer de próstata metastático resistente à castração (mCRPC), o novo protocolo terapêutico é voltado especialmente para pacientes cujo tumor continua a crescer mesmo após bloqueio hormonal, tratamento tradicionalmente utilizado. Cerca de 20% dos homens com câncer de próstata desenvolvem essa forma mais agressiva da doença, de acordo com oncologistas.
O tratamento também se mostrou eficaz para um grupo ainda mais grave: os pacientes com mutações no gene do reparo por recombinação homóloga (HRR), que representam cerca de 4% dos casos e apresentam dificuldade de reparo celular, o que favorece a rápida progressão do câncer. Segundo o oncologista Frederico Leal, do Hospital das Clínicas da Unicamp, esses casos tendem a se comportar de forma mais agressiva, com maior risco de espalhamento da doença para outros tecidos. “Essas drogas vão provocar a morte de células que estão em proliferação, principalmente as cancerígenas”, explica.
O estudo de fase 3 que embasou a aprovação da Anvisa foi publicado em 2023 na revista científica Nature Medicine. Os resultados mostraram que a combinação de talazoparibe com enzalutamida reduziu em 55% o risco de progressão da doença e de morte em comparação com o tratamento tradicional à base de enzalutamida com placebo.
Produzido pela Pfizer, o Talzenna é um inibidor de enzimas PARP (poli ADP-ribose polimerase), já utilizado anteriormente no tratamento de câncer de mama e ovário com mutações HRR. Já o Xtandi, da farmacêutica Accord, atua bloqueando a ação de hormônios masculinos, como a testosterona, e já era parte do protocolo padrão contra o câncer de próstata com metástase.
Apesar dos avanços, o novo tratamento não está disponível no SUS (Sistema Único de Saúde). O custo dos medicamentos é elevado: cerca de R$ 40 mil por mês para o Talzenna e R$ 10 mil para o Xtandi, quando adquiridos separadamente.
Dados do Ministério da Saúde apontam que 17.093 homens morreram por câncer de próstata no Brasil em 2023, número que se aproxima das 19.103 mortes por câncer de mama registradas em 2022. Diante disso, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce ainda é a principal arma contra o câncer de próstata.
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomenda que homens a partir de 50 anos façam acompanhamento regular com urologistas. Para aqueles com histórico familiar da doença, o ideal é iniciar o rastreamento a partir dos 45 anos. Casos diagnosticados precocemente podem ser tratados com cirurgia de retirada da próstata (prostatectomia radical) ou radioterapia.
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