MC Poze do Rodo vira réu na Justiça por tortura e extorsão mediante sequestro contra ex-empresário
O cantor Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, tornou-se réu na Justiça do Rio de Janeiro por tortura e extorsão mediante sequestro contra seu ex-empresário, Renato Antonio Medeiros. A denúncia foi aceita nesta sexta-feira, 1º, pelo juiz titular da 11ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, Guilherme Schilling Duarte.
Apesar da gravidade das acusações, o magistrado negou o pedido de prisão preventiva, permitindo que os sete acusados, incluindo o funkeiro, respondam ao processo em liberdade. “Verifico que há indícios de materialidade e de autoria delitiva nas figuras dos acusados”, destacou o juiz ao acolher a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
Além de MC Poze, também viraram réus outras seis pessoas. O magistrado também indeferiu o pedido de sequestro de bens do cantor no valor de R$ 300 mil, montante que poderia ser usado em eventual indenização por danos morais e materiais ao ex-empresário.
De acordo com o MPRJ, o crime ocorreu em fevereiro de 2023, na casa de MC Poze, em Vargem Grande, zona oeste do Rio. A denúncia aponta que Medeiros foi submetido a agressões físicas e psicológicas para confessar a suposta subtração de parte de uma pulseira de ouro. Mesmo após a devolução do objeto, ele teria sido mantido em cárcere privado por cerca de uma hora e meia, período em que sofreu socos, chutes, queimaduras com cigarros e golpes com uma arma artesanal feita de madeira e pregos. Um laudo pericial confirmou que as agressões causaram fraturas, lesões graves e deformidades permanentes.
Em nota, o advogado de Poze, Fernando Henrique Cardoso Neves, afirmou que confia na inocência do cantor e que a decisão judicial já demonstra que não há motivos para mantê-lo preso: “Confiamos que ao fim deste processo a Justiça será feita e Marlon será inocentado de todas as acusações.”
Essa não é a única acusação contra o funkeiro. Em maio de 2025, MC Poze foi preso pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil do Rio. A polícia apontou que suas músicas fazem apologia ao tráfico de drogas, ao uso ilegal de armas de fogo e incitam confrontos armados entre facções criminosas. Ele também é investigado por possíveis ligações com o Comando Vermelho, facção criminosa que atua no estado. O cantor foi liberado cinco dias depois, por decisão judicial.
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