‘Serial Killer de Alagoas' é condenado mais uma vez por outro homicídio
As provas técnicas periciais dos Institutos de Criminalística e Médico Legal foram, mais uma vez, fundamentais para a condenação do ‘Serial Killer de Alagoas'. No terceiro julgamento este ano, ele foi sentenciado pelo homicídio qualificado de Ana Clara Santos Lima, de apenas 13 anos.
O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (31), no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro Barro Duro, em Maceió. Com um histórico que assusta e contabiliza mais de 18 mortes na capital alagoana, ele enfrentou o júri por um de seus crimes mais brutais, sendo condenado a 24 anos e 6 meses.
A vítima, Ana Clara, foi perseguida e, na tentativa de se salvar, abrigou-se na casa de um vizinho. Contudo, o assassino invadiu o imóvel e a executou em cima da cama.
Durante o julgamento, o serial tentou descredibilizar os laudos produzidos pela Polícia Científica. No entanto, a acusação, representada pelo promotor de Justiça Antônio Vilas Boas, do Ministério Público de Alagoas (MPAL), rebateu a tese.
O promotor destacou a importância do exame de balística, que comprovou que o projétil que atingiu a vítima partiu da arma de acusado. O membro do MPE também mostrou para o conselho de sentença as fotos encontradas no celular do réu, onde ele mantinha, como um ato prazeroso, um acervo com as notícias que foram divulgadas sobre as mortes de suas vítimas.
"Os senhores tenham muito cuidado com os depoimentos dos acusados, ouçam com muita reserva o que estes assassinos, ao sentarem ali, tem a dizer. Esse laudo é inconteste, não é uma prova surreal. Além de um psicopata, é um pervertido sexual. Ele tinha na nuvem uma pasta que nomeava mortes especiais, e isso me enoja. Eu queria saber o que tem de especial em mortes", afirmou Vilas Boas ao júri.
A mãe de Ana Clara, Piedade Wilma Melo dos Santos, emocionou a todos com seu depoimento. O trabalho pericial também tem esse papel social, de levar para os familiares o conforto trazido pela verdade dos fatos.

"Minha filha era minha companheira, era meu tudo, me ajudava em tudo. Eu trabalho como vendedora de café e bolo, e eu só tinha ela", declarou, aos prantos, a autônoma Piedade Wilma Melo dos Santos.
Esta é a terceira condenação de dele em 2025. Em abril, ele foi sentenciado a 37 anos de reclusão pelo assassinato de Emerson Wagner da Silva, ocorrido em junho de 2023. No mês de junho, em seu segundo julgamento, foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão pela morte da mulher trans Louise Gbyson Vieira de Melo.
A perita-geral da Polícia Científica Rosana Coutinho parabenizou a atuação das equipes do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal no caso. Para ela, os laudos de balística, informática forense, de local de crime e cadavérico, foram cruciais para comprovar a participação de Albino nos crimes e traçar seu perfil e modo de operação.
“São laudos robustos, que subsidiaram as investigações da Polícia Civil, bem como a atuação do Ministério Público na acusação. Provas técnicas incontestáveis, fruto de um trabalho árduo dos peritos oficiais, que subsidiarão as decisões judiciais. Esse é o papel da Polícia Científica: usar a ciência em busca da verdade”, afirmou a perita-geral.
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