Filho viajou com amigos após matar a própria mãe e jogar corpo embaixo de viaduto
O funcionário público de 32 anos que matou a própria mãe viajou com os amigos para a Serra do Cipó horas após o feminicídio, que foi registrado em Belo Horizonte, no último dia 18. Ele foi preso nesta sexta (25) e confessou o crime.
De acordo com a investigação, o filho estrangulou a mãe, a professora Soraya Tatiana Bonfim, de 56 anos, após uma briga causada por motivos financeiros. O suspeito diz que estava vivendo com dívidas causadas por apostas online e por realizar empréstimos consignados.
Na última sexta (18) por causa destes problemas, mãe e filho teriam brigado na casa onde os dois moravam no final da tarde. Em um momento de "surto", como relatou aos policiais, ele usou o braço para asfixiar Soraya. A defesa dele não foi localizada.
A polícia diz que as investigações apontam que o suspeito foi com o carro da mãe até Vespasiano, cidade da Grande BH, e jogou o corpo debaixo de um viaduto. Os investigadores estimam que o período entre a briga e a desova do cadáver aconteceu entre 17h e 19h30.
Após deixar o corpo embaixo do viaduto, ele teria voltado para a casa e, na sequência, foi com amigos para uma viagem para a Serra do Cipó, ainda na noite de sexta, por volta das 20h.
Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (25), a delegada Ana Paula Rodrigues de Oliveira, do Núcleo de Feminicídio da Polícia Civil, disse que a viagem já estava programada com amigos há cerca de um mês e que o funcionário público não quis faltar ao compromisso.
No sábado de manhã, ele teria voltado para Belo Horizonte alegando que não estava conseguindo contato com Soraya. Ele teria pedido a uma tia para ir à residência onde a professora morava e verificar se ela estava lá.
Ele chegou a pedir também para que alguém arrombasse a porta da casa, e teria retornado à capital mineira dizendo aos amigos que estava preocupado por achar que alguma coisa tinha acontecido com a sua mãe.
A professora foi localizada no último domingo (20) dois dias depois do crime. Ela foi enterrada na terça (22) e o suspeito chegou a postar uma foto nas redes sociais prestando uma homenagem. Soraya Bonfim era professora e lecionava há oito anos no Colégio Santa Marcelina.
Por conta da morte da mãe, o suspeito ficou de licença do trabalho - ele se apresenta como assessor na Secretaria de Desenvolvimento Social do governo de Minas Gerais - e passou os últimos dias na casa do pai, onde foi detido nesta sexta.
Ele não teria resistido à prisão e, na delegacia, confessou o crime, diz a polícia. As investigações ainda se encontram em fases preliminares e aguardam exames e laudos periciais para verificar se a versão do suspeito corresponde com a dos fatos apurados.
A polícia ainda investiga as causas da morte - não há a confirmação ainda de que o homem estava com problemas financeiros - e se o crime foi premeditado. Imagens de monitoramento também estão sendo analisadas.
Conforme a delegada Ana Paula Rodrigues, o caso é tratado como feminicídio.
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