Dormir mal pode aumentar insegurança e ciúme, aponta estudo
Dormir mal pode afetar não apenas a saúde física, mas também a forma como nos relacionamos com os outros.
Um novo estudo da Academia Americana de Medicina do Sono (AASM) revela que a má qualidade do sono está associada a níveis mais altos de insegurança, baixa autoestima e comportamentos ciumentos.
Os dados foram apresentados nesta terça-feira (10) durante a conferência anual Sleep, realizada nos Estados Unidos.
A pesquisa indica que o chamado "apego ansioso" — um padrão emocional marcado por dificuldade em confiar, medo de rejeição e baixa autoestima em relacionamentos — é mais comum entre pessoas que não dormem bem. A relação com o ciúme segue o mesmo padrão: a privação de sono tende a intensificar esse tipo de sentimento.
Segundo Giovanni Alvarado, autor principal do estudo e doutorando na Universidade Estadual de Montana (EUA), o sono influencia emoções sociais de maneiras diversas, dependendo do estilo de apego de cada pessoa.
“A forma como o indivíduo lida com os vínculos afetivos molda quais emoções são mais sensíveis à qualidade do sono”, explica o pesquisador.
A importância do sono para os relacionamentos
A Academia Americana de Medicina do Sono reforça que uma boa noite de sono é fundamental para a saúde mental e emocional. A entidade recomenda que adultos durmam pelo menos sete horas por noite, com qualidade, regularidade e ausência de distúrbios, como insônia ou apneia.
O estudo analisou 68 jovens adultos, que responderam a questionários sobre seus hábitos de sono e experiências em relacionamentos. Durante duas semanas, eles também registraram diariamente suas emoções e comportamentos sociais.
Alvarado destaca que os resultados reforçam a conexão complexa entre o sono e as interações interpessoais. Em entrevista à revista Sleep, ele explica que pessoas com apego ansioso ou que já enfrentam insegurança nos relacionamentos tendem a ser mais suscetíveis a sentimentos como inveja e ciúme quando estão privadas de sono.
“A privação de sono pode tornar essas pessoas mais vulneráveis emocionalmente, dificultando a forma como lidam com situações sociais”, conclui o pesquisador.
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