Polícia investiga grupo suspeito de adulterar Ozempic
Duas pessoas foram presas nesta segunda-feira (26) em uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina sob suspeita de integrarem um grupo que adulterava e comercializava anabolizantes e medicamentos de alto valor, como o Ozempic. Também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão.
A operação foi deflagrada com base em uma investigação iniciada a partir do relato de uma vítima que ficou em estado grave após usar um medicamento para emagrecer falsificado.
"Um dos medicamentos falsificados pelo grupo era o conhecido Ozempic. No lugar do Ozempic, os investigados colocavam uma caneta de insulina [método para administração de insulina em pacientes diabéticos], alterando a aparência, toda a embalagem. Uma vítima que utilizou isso chegou a ser hospitalizada, correndo risco de morte, em razão da queda abrupta da glicemia", disse o delegado Jeferson Prado, da DLAV/DEIC (Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais).
A polícia orienta agora que, se alguém usou e passou mal, procure a delegacia e faça o registro.
Desde o ano passado, casos de falsificação de Ozempic têm sido identificados, no Rio de Janeiro e em Brasília. Em janeiro de 2024, a OMS (Organização Mundial da Saúde) emitiu um alerta sobre o aumento da falsificação dos remédios Ozempic e Wegovy, ambos fabricados pela Novo Nordisk.
A comercialização, segundo Prado, ocorria principalmente através de redes sociais, e os produtos eram vendidos por valores abaixo daqueles praticados no mercado.
Segundo o delegado, o grupo obtinha medicamentos vencidos e removia as datas de validade reais, substituindo por um prazo ainda válido. Uma gráfica participava do esquema na produção de caixas idênticas às originais dos medicamentos falsificados.
A operação desta segunda foi batizada de Reação Adversa e foi deflagrada em três municípios de Santa Catarina - Jaraguá do Sul, Barra Velha e Canoinhas - e também na cidade de Catalão, no estado de Goiás.
Os nomes das duas pessoas presas não foram divulgados. Uma delas foi presa preventivamente e a outra em flagrante.
A polícia também conseguiu o bloqueio de veículos de luxo e imóveis de investigados.
De acordo com o Código Penal, "falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais" pode gerar uma pena de 10 a 15 anos de prisão e também é tipificado como crime hediondo.
Últimas Notícias
Atletas do Futuro prepara festa para as crianças e promove torneio interno no Agreste
Jefté, do Palmeiras, testa positivo para substância proibida e é suspenso provisoriamente
Datafolha: Flávio Bolsonaro, 49%; Lula, 45%
AliExpress e Correios firmam acordo para acelerar entregas no Brasil
Vírus respiratórios ainda estão em alta no país, alerta Fiocruz
Vídeos mais vistos
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
Ministro dos Transportes vistoria obras do VLT em Arapiraca
Julgamento de escultor, em Arapiraca
Prefeitura entrega óculos em Arapiraca

