Enem 2025 voltará a valer como certificado de conclusão do ensino médio, diz ministro
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou nesta quinta-feira (22) que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 poderá ser usado como certificado de conclusão do ensino médio para maiores de 18 anos, dependendo da nota do aluno.
A prova havia deixado de ter essa função em 2017, por decisão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Desde então, adultos que não se formaram na idade correta passaram a buscar o diploma do ensino médio (e também do fundamental) por meio do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).
Segundo o Ministério da Educação (MEC) já afirmou em outras ocasiões, mesmo com a retomada do Enem como forma de proporcionar um diploma escolar, o Encceja não deixará de existir.
Quando será o Enem 2025?
As inscrições ficarão abertas de 26 de maio a 6 de junho. Sem divulgar mais detalhes, Santana adiantou que alunos concluintes do ensino médio em escolas públicas terão uma "pré-inscrição" já feita pelo Inep.
As provas serão aplicadas em 9 e 16 de novembro.
Como o Enem funcionava antes de 2017?
Entre 2009 e 2016, os candidatos com mais de 18 anos que não tinham terminado o ensino médio podiam se inscrever no Enem para que, dependendo da nota alcançada, conseguissem obter um certificado de conclusão dos estudos escolares. Isso possibilitava, por exemplo, que eles participassem de processos seletivos para vagas de emprego que exigiam o diploma.
Era preciso tirar, no mínimo, 450 pontos em cada prova (Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Matemática) e 500 pontos (de 1.000) na redação.
Vamos supor que João, de 21 anos, tivesse alcançado a nota pedida em todas as disciplinas no Enem 2014, menos em matemática. Ele poderia se inscrever novamente em 2015 e fazer apenas a prova que faltava. Aí, sim, pediria seu certificado de ensino médio.
Em 2016, última edição em que o Enem funcionou dessa forma, mais de 1 milhão de candidatos participaram do exame, na versão regular, pleiteando o diploma. Desses, 12,4% tiveram sucesso.
Por que o Enem perdeu essa função no passado?
Ao divulgar a decisão, em 2016, o então ministro Mendonça Filho afirmou que "não dava mais para aplicar uma avaliação tão abrangente, que exigia mais do que o necessário, àqueles que têm objetivos distintos". Segundo ele, o Enem, ao avaliar conhecimentos mais aprofundados, estava "impondo um ônus para quem não pensava no ensino superior".
Ao tirar a possibilidade de "diplomação", havia também a intenção de elevar a média nacional dos candidatos do Enem -- já que quem não tinha concluído a educação básica na idade certa passaria a ficar de fora.
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