Estudantes de Medicina da Ufal visitam Núcleo de Epidemiologia do Hospital de Emergência do Agreste
Alunos do 5º período do curso de Medicina do Campus Arapiraca da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) realizaram uma visita técnica ao Núcleo de Epidemiologia Hospitalar do Hospital (NEH) de Emergência do Agreste (HEA), nesta quarta-feira, 15. A atividade integra a programação da disciplina de Vigilância em Saúde.
O objetivo da visita foi apresentar aos estudantes o funcionamento da vigilância epidemiológica no maior hospital público do interior de Alagoas, destacando a importância da produção de dados para o planejamento das ações em saúde pública e hospitalar. “Queremos que os alunos compreendam que esse trabalho, embora muitas vezes não esteja visível, é essencial para o funcionamento dos serviços de saúde. A informação é a base das decisões clínicas e administrativas”, explicou a professora Maria Amélia Gurgel, responsável pela matéria.
A ação faz parte de uma parceria institucional entre a Ufal e o HEA. A cada nova turma, os alunos conhecem o trabalho desenvolvido pela equipe do núcleo e discutem a aplicação prática do que aprendem em sala de aula. “O retorno é sempre positivo. Os estudantes passam a valorizar o correto preenchimento de fichas e reconhecem o papel estratégico da vigilância”, acrescentou Maria Amélia.
Coordenado pela assistente social Ana Lúcia Alves Lima, o NEH é responsável pelo monitoramento dos dados epidemiológicos do HEA, contribuindo diretamente para o controle de agravos e a prevenção de doenças. “Cada visita é uma oportunidade de apresentar a importância da vigilância hospitalar na rotina dos serviços de saúde. Esse contato com os alunos contribui para a formação de profissionais mais atentos e comprometidos com a qualidade da informação”, disse Ana Lúcia.
Importância do NEH
O estudante David Lisboa Silva, de 23 anos, destacou que a vivência no hospital ampliou a compreensão da disciplina e revelou, de forma prática, o impacto direto da vigilância epidemiológica no cuidado com o paciente e na gestão hospitalar. “Nós já estávamos finalizando a matéria, mas não tínhamos essa dimensão da prática. Ver como isso influencia no fluxograma, nos investimentos e nas decisões clínicas foi muito importante. Dá pra ver como o trabalho feito aqui interfere, de maneira colaborativa, na assistência aos pacientes”, afirmou.
David também ressaltou o interesse pelo uso dos dados na saúde pública. “Desde o segundo período, eu gosto de estatística. E ver como os dados são usados aqui, como eles viram ações concretas, campanhas, decisões, é muito legal. Brilham os olhos. Dá vontade de fazer parte disso”, explicou.
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