Como é escolhido o novo Papa? Entenda o que acontece no Conclave após a morte do Papa Francisco
Com a morte do Papa Francisco, aos 88 anos, a Igreja Católica se prepara para eleger seu novo líder. À frente do papado por quase 12 anos, Francisco foi o 266º Papa da história da Igreja. Eleito em 13 de março de 2013, foi o primeiro pontífice da América Latina e também o primeiro jesuíta a ocupar o cargo mais alto do catolicismo. A eleição de Papa Francisco ocorreu no segundo dia de Conclave, após a renúncia do Papa Bento XVI — e, segundo o próprio Francisco, ele teria aceitado o cargo contra a própria vontade, obedecendo ao chamado da Igreja.
Francisco faleceu após um período delicado de saúde. Ele se recuperava de uma pneumonia nos dois pulmões, quadro que o deixou internado por cerca de 40 dias. Teve alta há um mês e permanecia sob cuidados médicos. Mesmo debilitado, chegou a fazer uma aparição pública emocionante no domingo de Páscoa (20 de abril), para abençoar milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro.
Com sua partida, tem início o Conclave, o processo sigiloso que reúne cardeais eleitores do mundo inteiro no Vaticano.
O Conclave é iniciado entre 15 e 20 dias após a morte do Papa, para garantir a chegada de todos os cardeais com direito a voto. Estão aptos a votar os cardeais com menos de 80 anos até a data da morte do pontífice.
Durante o processo, os cardeais eleitores se hospedam na Casa de Santa Marta, dentro do Vaticano, e se dirigem diariamente à Capela Sistina, onde ocorrem as votações. Desde o século XV, este espaço histórico e artístico abriga a escolha dos papas.
O Conclave começa com uma missa solene chamada "Pro Eligendo Papa", celebrada na Basílica de São Pedro. Em seguida, os cardeais fazem um juramento de sigilo e, com o comando “Extra omnes” (todos fora), as portas da Capela Sistina se fecham.
A cada dia, os cardeais podem realizar até quatro votações: duas pela manhã e duas à tarde. Para eleger um novo Papa, é necessário que um candidato receba dois terços dos votos dos cardeais presentes.
Após cada sessão, as cédulas são queimadas em fornos especiais.
A cor da fumaça informa o resultado ao público: Fumaça preta: nenhum Papa foi eleito; Fumaça branca: há um novo Papa.
Se, após 34 votações, ninguém for eleito, a escolha passa a se restringir aos dois cardeais mais votados — ainda exigindo dois terços dos votos.
Cada cardeal escreve o nome do candidato escolhido na cédula com a frase “Eligo in Summum Pontificem”. Eles votam um a um, em ordem de idade, depositando o voto em uma urna especialmente feita para o Conclave. A contagem é conduzida por três cardeais sorteados — os escrutinadores — com o auxílio de revisores e infirmariis.
Assim que um cardeal recebe dois terços dos votos, o camerlengo pergunta se ele aceita a eleição. Com a resposta afirmativa — “Accepto” —, ele se torna o novo Papa e escolhe o nome pelo qual será chamado.
O novo Papa veste-se na Sala das Lágrimas, onde estão preparadas três vestes papais de tamanhos diferentes. Emocionado, ele se prepara para sua primeira aparição.
Do balcão da Basílica de São Pedro, o cardeal protodiácono anuncia: “Habemus Papam” (“Temos um Papa”). Em seguida, o novo líder surge para dar sua primeira bênção como Sumo Pontífice diante de milhares de fiéis.
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