Papa Francisco autoriza beatificação do padre Nazareno Lanciotti, morto há 24 anos
O Papa Francisco autorizou a beatificação do padre italiano Nazareno Lanciotti, assassinado aos 61 anos, em Jauru, a 463 km de Cuiabá, em fevereiro de 2001, há 24 anos. Conhecido por sua dedicação à fé e ao enfrentamento de injustiças, padre Nazareno passa agora a ser reconhecido oficialmente pela Igreja Católica como “servo de Deus”.
A autorização papal representa um importante passo no processo de canonização do religioso, muito querido pela população mato-grossense. A Prefeitura de Jauru celebrou a decisão nas redes sociais, destacando: “A comunidade jauruense celebra com fé e emoção esse importante passo rumo à sua santidade.”
Nascido em Roma, em 3 de março de 1940, padre Nazareno Lanciotti se ordenou sacerdote em 1966. Chegou ao Brasil em 1972, por meio da Operação Mato Grosso, um movimento voluntário de evangelização e assistência social. Desde então, dedicou sua vida à comunidade de Jauru, onde fundou a paróquia Nossa Senhora do Pilar (1974), além de um hospital, escola, seminário e a casa de repouso Coração Imaculado de Maria.
Além do trabalho espiritual, padre Nazareno era reconhecido por sua atuação firme contra a exploração de crianças e adolescentes, o tráfico de drogas e os conflitos por terras na região. Sua coragem o levou, inclusive, a se ajoelhar diante de homens armados para evitar mortes em disputas agrárias.
O assassinato do padre chocou a comunidade. Em fevereiro de 2001, ele foi rendido por dois homens armados em sua própria casa, onde foi baleado e morto. Desde então, fiéis começaram a pedir por sua canonização.
Em 2007, o Vaticano autorizou a investigação sobre a vida e o martírio do religioso. Dez anos depois, a Santa Sé recebeu toda a documentação. Segundo o Movimento Sacerdotal Mariano do Brasil, um dos requisitos essenciais para a beatificação foi o reconhecimento de que a morte de padre Nazareno ocorreu por ódio à fé.
Com a beatificação aprovada, padre Nazareno pode agora receber homenagens litúrgicas locais, enquanto continua o processo rumo à canonização, que exige a comprovação de um milagre atribuído à sua intercessão.
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