Caso Ana Beatriz: Mãe confessa à polícia ter asfixiado filha recém-nascida e narra como foi em depoimento; confira
A mãe de Ana Beatriz prestou depoimento na delegacia e admitiu ter matado a própria filha, de apenas 15 dias de vida. O crime ocorreu durante a madrugada da última sexta-feira (11), dentro da casa da família, em Novo Lino, interior de Alagoas.
Segundo o relato da genitora, no momento do crime ela estava sozinha com a recém-nascida e o filho mais velho, de 5 anos. A mãe afirmou que usou um travesseiro para tirar a vida da bebê, e disse ter sentido arrependimento após o ato.
Questionada pelas autoridades sobre a motivação para o crime, ela respondeu que não sabia explicar o que se passou em sua mente naquele momento. De acordo com seu depoimento, Ana Beatriz havia acabado de acordar e sido amamentada quando foi morta.
A mulher foi presa em flagrante na última terça-feira (15), após indicar, durante uma conversa com familiares e seu advogado, o local onde havia escondido o corpo da filha. A Polícia Civil de Alagoas segue investigando o caso.
Durante o interrogatório, ela descreveu com detalhes como ocorreu o crime, confirmou o uso do travesseiro para sufocar a criança e relatou que, após o ocorrido, tentou tirar a própria vida.
Confira:
Eduarda: Eu botei o travesseiro em cima dela.
Policial: Você admite que tirou a vida da sua filha?
Eduarda: Admito.
Policial: Como você fez isso?
Eduarda: Com o travesseiro.
Policial: Você estava sozinha em casa nessa hora?
Eduarda: Eu, meu filho e ela. Meu filho de 5 anos.
Policial: Quando foi isso?
Eduarda: Foi à noite, só não lembro se foi na quinta ou na sexta. Acho que foi na madrugada da sexta-feira.
Policial: Você conseguiu naquela noite?
Eduarda: Não.
Policial: Você pensava em que?
Eduarda: Em me matar. No momento me arrependi do que tinha feito também.
Policial: Por que você não se matou?
Eduarda: Não me matei por causa do meu outro filho.
A MOTIVAÇÃO
Ao ser questionada sobre o que teria motivado a morte da filha, Eduarda disse que não sabia o que estava passando na cebeça dela no momento do crime.
Policial: Por que você matou sua filha?
Eduarda: Não sei.
Policial: Você gostava da sua filha?)
Eduarda: Sim.
Policial: O que você sentia por ela?
Eduarda: Amor.
Policial: Como foi que você matou sua filha?
Eduarda: Não sei o que se passava pela minha cabeça naquela hora.
Policial: Você estava deitada, mas não conseguia dormir?
Eduarda: Sim.
O MOMENTO DA MORTE
Eduarda ainda fala sobre os últimos momentos da filha e disse que asfixiou a filha no sofá da residência onde elas viviam.
Policial: Sua filha estava aonde?
Eduarda: Ela estava deitada na cama, dormindo.
Policial: Seu outro filho estava aonde?
Eduarda: Na cama dele, dormindo.
Policial: Em qual momento você pensou em matar sua filha?
Eduarda: No momento em que ela acordou.
Policial: Ela acordou e você fez o que?
Eduarda: Dei de mamar a ela. Ela fichou chorando um pouquinho. Foi daí que botei ela no sofá, peguei a almofada e botei.
Policial: No sofá da sala?
Eduarda: Foi no sofá da sala.
Policial: Foi a almofada da sala, não o travesseiro?
Eduarda: Foi a almofada e um lençol.
Policial: Que horas?
Eduarda: Tarde da noite, só não sei a hora.
Policial: Depois disso, o que você fez?
Eduarda: Botei na bolsa.
Policial: Você viu que sua filha estava morta e a colocou em uma bolsa?
Eduarda: Isso.
Policial: Que bolsa?
Eduarda: Primeiro em uma branca, depois em uma preta.
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