Bernard Arnault perde US$ 11,3 bilhões em um dia, após piora dos resultados da LVMH
Bernard Arnault, dono da holding de marcas de luxo LVMH, viu sua fortuna cair US$ 11,3 bilhões (R$ 66,5 bilhões) nesta terça-feira (15), segundo a revista Forbes. A perda é resultado do pessimismo de investidores, que não gostaram dos resultados da empresa no primeiro trimestre de 2025.
As ações da LVMH caíram quase 8% nesta terça, por conta das receitas abaixo do esperado. Com as perdas, a fortuna de Arnault caiu para US$ 146,4 bilhões, segundo a Forbes.
Ainda assim, ele é o sexto homem mais rico do mundo, atrás de figuras como Elon Musk (US$ 369,7 bilhões), Jeff Bezos (US$ 196,3 bilhões) e Mark Zuckerberg (US$ 180,2 bilhões).
O recuo da LVMH fez o valor de mercado da empresa recuar de 248 bilhões de euros para 244 bilhões de euros.
A companhia — dona da Louis Vuitton, Dior e Sephora — perdeu o posto de maior empresa de luxo da Europa em valor de mercado. A líder agora é a rival Hermès, com sede também em Paris, na França.
Os resultados da LVMH
A queda nas receitas da LVMH foi influenciada por fatores como a baixa demanda nos Estados Unidos e o cenário contínuo de vendas fracas na China.
Embora as avaliações de mercado tendam a flutuar, as negociações desta terça-feira "refletem o desempenho divergente e o sentimento dos investidores em relação às duas empresas", disse Jelena Sokolova, analista sênior de ações da Morningstar, à agência Reuters.
Sokolova destaca que a LVMH está mais exposta à camada inferior do espectro de luxo. Enquanto isso, a base de clientes da Hermès, que possui um poder aquisitivo ainda maior, permitiu que a empresa resistisse melhor à desaceleração do setor.
A Hermès, que vende bolsas Birkin e Kelly de US$ 10.000 (R$ 58.701, sem contar os custos de importação), é conhecida por seu controle rígido da produção, mantendo um aumento de 6% a 7% ao ano.
Flavio Cereda, responsável pela estratégia de investimento em marcas de luxo da GAM, considera que o foco da Louis Vuitton em produtos de luxo de médio valor é uma "área de preocupação". Para ele, haverá "dor no curto prazo, com certeza".
A queda de 3% nas vendas da LVMH no primeiro trimestre — abaixo das expectativas dos analistas, que previam uma alta de 2% — apontou para outro ano difícil para as empresas de luxo, especialmente em meio ao tarifaço do presidente dos EUA, Donald Trump, que provocou temores de recessão.
O desempenho sinalizou "um ambiente comercial mais difícil para o setor de luxo em geral", disse à Reuters o analista Piral Dadhania, do RBC.
Ele reduziu sua previsão de vendas da LVMH este ano para a estabilidade, em comparação com o crescimento de 3% esperado anteriormente, citando a demanda fraca do primeiro trimestre.
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