Ministério Público de Alagoas aciona justiça contra Verde Ambiental por desabastecimento de água em União dos Palmares
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) ajuizou, na quinta-feira, 16, uma ação civil pública contra a Verde Ambiental Alagoas S/A, concessionária responsável pelo abastecimento de água em União dos Palmares. A medida foi tomada em razão da falha recorrente no fornecimento de água aos moradores do município, problema que vem comprometendo gravemente a qualidade de vida da população local.
A 2ª Promotoria de Justiça, representada pela promotora Eloá de Carvalho, exige que a concessionária regularize o fornecimento de água, em quantidade e qualidade adequadas, a todas as comunidades afetadas dentro de cinco dias. A ação civil também pede que, sempre que houver falhas na distribuição pela rede, a empresa disponibilize caminhões-pipa para atender a demanda, com os custos sendo arcados pela própria Verde Ambiental Alagoas.
O pedido do MPAL abrange diversos bairros e loteamentos, incluindo o Conjunto Habitacional Nova Esperança, o Loteamento Zumbi dos Palmares, o Residencial Morada das Árvores, entre outros. A promotora destacou os transtornos causados às comunidades, que enfrentam dificuldades extremas devido ao desabastecimento prolongado. "A água, bem essencial à vida e à dignidade humana, precisa chegar em quantidade suficiente", afirmou Eloá de Carvalho. Ela também frisou que a falta de água compromete a realização de atividades básicas, como higiene pessoal e preparação de alimentos.
Na petição, o MPAL também requer que a Verde Ambiental Alagoas apresente relatórios mensais comprovando a prestação adequada do serviço. Além disso, foi solicitado que, no prazo de 45 dias, a empresa realize a revisão completa da rede de distribuição de água, incluindo limpeza, desobstrução de galerias e reparações necessárias em tubulações e válvulas de manobra.
Desde 2022, o MPAL acompanha o problema de desabastecimento de água em União dos Palmares. Apesar de diversas ações, como audiências públicas, fiscalizações pela Agência Reguladora e Fiscalizadora dos Serviços Públicos (Arsal) e envio de ofícios à empresa, a situação não foi resolvida. No início deste ano, relatos de moradores sem água por mais de 30 dias evidenciaram a gravidade do cenário.
"Essa intermitência no fornecimento configura uma afronta aos princípios da eficiência e da continuidade dos serviços públicos essenciais. O quadro é insustentável e exige intervenção imediata", concluiu a promotora.
Últimas Notícias
Aliada de JHC já foi presa por integrar quadrilha de assalto a banco em Alagoas
Médico do HRPI alerta para os riscos das infecções respiratórias em crianças durante o frio
MP pede bloqueio de R$ 4,5 milhões e acusa prefeita de Delmiro Gouveia de beneficiar empresa da própria família em desapropriação
PL receberá maior fatia do fundo eleitoral para campanhas do TSE
Decisão dos jurados no caso Henry Borel deve sair até quinta-feira
Vídeos mais vistos
Inauguração do Centro de Convenções de Arapiraca
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
Construtora Ouro Verde lança residencial em Arapiraca
Dia das Mães no Complexo Tarcizo Freire

