Apesar de cirurgia de Lula, governo descarta afastamento formal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após uma cirurgia de emergência realizada na madrugada desta terça-feira, 10, para drenar um hematoma intracraniano.
O sangramento é decorrente da queda sofrida pelo presidente em outubro, quando precisou levar cinco pontos na nuca. Apesar da gravidade do procedimento, o quadro de saúde de Lula é estável, e ele está consciente, segundo informações do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação (Secom), Paulo Pimenta.
Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta terça-feira, Pimenta afirmou que o governo não trabalha com a possibilidade de um afastamento prolongado do presidente. “Em um primeiro momento, nós estamos trabalhando [com a premissa] de que não vai haver necessidade de afastamento formal do presidente. As agendas de hoje estão mantidas, vão ser realizadas pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin", disse.
"O estado de saúde do presidente é totalmente estável, ele está consciente, tranquilo. Foi uma precaução necessária por conta desse acompanhamento que tem sido feito de forma regular desde o momento que o presidente teve essa contusão”, completou o ministro.
Desde o acidente doméstico em outubro, Lula vinha realizando acompanhamento médico periódico. Na segunda-feira, 9, ele relatou dores de cabeça intensas e procurou atendimento em Brasília. Lá, os médicos recomendaram a transferência imediata para São Paulo, onde a cirurgia foi realizada. Pimenta, que esteve com o presidente antes do procedimento, comentou que Lula aparentava estar “sonolento” e “cansado”.
A previsão inicial é de que o presidente permaneça na UTI por 48 horas. Após esse período, haverá uma avaliação mais detalhada sobre o retorno de Lula a Brasília. Enquanto isso, Pimenta destacou que as agendas do governo estão sob a condução de Geraldo Alckmin e outros integrantes da equipe.
Além de comentar o estado de saúde do presidente, Pimenta também abordou rumores sobre possíveis mudanças no comando da Secom. Após críticas públicas feitas por Lula às políticas de comunicação, especulou-se que o ministro poderia ser deslocado para outra pasta. Ele, no entanto, refutou essas especulações, destacando sua relação de confiança com o presidente.
“Se o presidente achar que a mudança é necessária, comigo não tem nenhum tipo de melindre. Ele é o presidente do time e o técnico. A gente faz parte do elenco dele”, afirmou.
O ministro informou ainda que haverá uma reunião nesta terça-feira para decidir quais ministros permanecerão em Brasília e quais acompanharão o presidente em São Paulo, onde a internação deve durar pelo menos até a próxima semana.
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