Lessa atirou para matar Marielle, Anderson e assessora, diz promotor
Durante o segundo dia do julgamento dos réus pela morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, o promotor de Justiça Eduardo Martins afirmou que o objetivo do atirador, o ex-policial militar Ronnie Lessa, era matar todas as três pessoas que estavam no carro das vítimas, e não somente a parlamentar.
Na quarta-feira (30), durante o primeiro dia de julgamento, Lessa afirmou que não tinha a intenção de assassinar o motorista. “Naquela de querer resolver rápido, corri o risco conscientemente e, infelizmente, aconteceu a questão do Anderson. Não era a finalidade. Acertei a vereadora, mas sabia do risco de acertar outra pessoa”, afirmou o ex-policial.
Na visão do promotor, ao matar todos os ocupantes do automóvel, Lessa pretendia promover uma queima de arquivo. “Se eu deixo o motorista vivo, ele pode anotar minha placa, pode dizer para que lado o carro dobrou, pode ligar para o 190 e dizer: ‘corre atrás dessa placa que foi quem acabou de disparar’.”
Segundo Martins, o Chevrolet Cobalt que levava Marielle, Anderson e a assessora Fernanda Chaves foi atingido por pelo menos 14 tiros. Fernanda sobreviveu.
O promotor avalia que, se a intenção realmente fosse matar somente a vereadora, Lessa poderia ter pedido ao comparsa Élcio de Queiroz –que dirigia o carro– para que parasse atrás do veículo das vítimas e atirasse diretamente em direção a Marielle.
No entanto, uma das imagens mostradas revela que o carro dos atiradores ficou posicionado ao lado do carro da vereadora e atingiu toda a lateral do automóvel. “O raio dos disparos passa por todos os passageiros do caso.”
“Por que ele escorre varrer o carro de um lado a outro? Porque ele quer matar todo mundo. Porque ele sabe que parando ali ele teria o melhor ângulo para pegar todo mundo do carro”, acrescentou o promotor.
“O Anderson recebe mais disparos até do que a Marielle. A Marielle já foi atingida, mas ele [Lessa] continua apertando e girando pelo carro”, complementou Martins.
R$ 25 milhões pela morte
Também no primeiro dia de julgamento, Lessa afirmou que havia recebido uma oferta de R$ 25 milhões para matar a vereadora. “Fiquei cego: minha parte eram R$ 25 milhões. Podia falar assim: ‘era o papa’, que eu ia matar o papa”, disse.
Lessa também disse que se arrepende de ter cometido o crime e pediu perdão para a família das vítimas.
Últimas Notícias
Operação Lei Seca registra 23 prisões por embriaguez ao volante durante o Carnaval em Alagoas
Trabalhador morre após choque elétrico e queda de andaime em Maceió
PM apreende arma de fogo em Santana do Ipanema e cumpre mandado de prisão em Penedo
Mulher é agredida pelo companheiro e procura delegacia com mão sangrando em Maceió
Colisão entre carro de empresa de telecomunicações e moto é registrada em Arapiraca
Vídeos mais vistos
Delegado detalha prisão de autor de homicídio no Bosque das Arapiracas
Inauguração do Centro de Convenções de Arapiraca
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
Luta completa UFC 162 - Anderson Silva x Chris Weidman

