Polícia Civil investiga se R$ 1 milhão deixado em porta-malas de carro tem ligação com propina e cooptação
A Polícia Civil do Maranhão está investigando a origem de R$ 1,1 milhão em espécie encontrado e apreendido no porta-malas de um carro em São Luís, na última terça-feira, 30. O dinheiro foi descoberto após o veículo ter sido abandonado, e a síndica de um condomínio local acionou as autoridades.
Quando os policiais chegaram ao local, um homem se apresentou informalmente como o proprietário do veículo. Esse indivíduo, servidor da Secretaria Municipal de Informação e Tecnologia da Prefeitura de São Luís, foi exonerado após o caso ganhar destaque na mídia. A propriedade do carro, que está registrado em nome de uma pessoa e com intenção de compra de uma terceira, está sendo investigada. O homem que se apresentou não é o proprietário formal do veículo.
Na delegacia, o suposto proprietário do carro permaneceu em silêncio e foi intimado duas vezes, mas não forneceu explicações sobre a origem do dinheiro nem sobre a aquisição do veículo.
A investigação também se debruça sobre a possível ligação do assessor do deputado estadual Fernando Braide (PSD), irmão do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). A defesa de Guilherme, o assessor, não foi localizada até o momento.
O delegado Augusto Barros, da Superintendência de Investigações Criminais (Seic), declarou: "Por enquanto, não podemos afirmar que houve um crime, mas há indícios de que o dinheiro possa ter origem ilícita. Estamos investigando se o valor seria destinado a propina ou cooptação de lideranças de bairro."
Imagens de câmeras de segurança revelaram que, no dia 16 de julho, o suposto proprietário do carro estacionou um veículo vermelho em uma rua do bairro Renascença. Ele desembarcou desse carro e embarcou na carona de um carro preto, conduzido pelo assessor do deputado estadual. Curiosamente, o carro preto está registrado em nome da mãe do prefeito Eduardo Braide, que faleceu em 2010.
A polícia não descarta a possibilidade de convocar o prefeito Eduardo Braide para prestar depoimento, caso a investigação indique que ele tenha conhecimento ou possa ter omitido informações sobre o dinheiro encontrado.
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