Inflação argentina cai pela metade em maio e chega a 276,4% em 12 meses
A inflação da Argentina ficou em 4,2% em maio, apontou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) do país. Com o resultado, o aumento dos preços chegou a 276,4% em 12 meses.
Esse foi o quinto mês consecutivo de desaceleração. Em relação a abril, quando o índice de preços ficou em 8,8%, a inflação caiu pela metade.
O setor de maior alta no mês foi o de Comunicação (8,2%), devido ao aumento nos serviços de telefone e internet. Na sequência, ficaram Educação (7,6%), Bebidas Alcoólicas e Tabaco (6,7%), Restaurantes e Hotéis (5,5%) e Alimentos e Bebidas Não Alcoólicas (4,8%).
A Argentina, sob o comando do presidente ultraliberal Javier Milei, passa por uma forte desregulação da economia, com cortes de gastos e fim de subsídios.
Após tomar posse, em dezembro de 2023, Milei decidiu paralisar obras federais e interromper o repasse de dinheiro para os estados, visando reduzir os gastos públicos.
Além disso, deixou de subsidiar tarifas de água, gás, luz, transporte público e serviços essenciais — o que, inicialmente, resultou em um aumento expressivo nos preços ao consumidor.
O país já vinha enfrentando uma forte recessão econômica, e o ajuste fiscal permitiu, no primeiro trimestre deste ano, o primeiro superávit desde 2008. O objetivo do governo é alcançar o "déficit zero" para o fim de 2024.
Na quarta-feira (12), o Senado da Argentina também aprovou um amplo projeto de lei que é chave para os planos de reforma econômica de Milei.
Em termos gerais, a "Lei de Bases" dá poderes especiais ao governo por meio de um decreto de estado de emergência pública, além de propor a privatização de algumas estatais. Veja mais detalhes no vídeo abaixo.
Projeções do Banco Mundial e apoio do FMI
Em relatório publicado na última terça-feira (11), o Banco Mundial mudou suas perspectivas para a economia argentina neste ano.
A instituição passou a prever uma queda de 3,5% para a atividade econômica do país vizinho, uma piora de 0,8 ponto percentual (p.p.) em comparação às estimativas de janeiro, de recuo de 2,7%.
Para 2025, no entanto, as projeções são mais otimistas. A expectativa é que o país volte a se recuperar, "com um crescimento de 5%, à medida que os desequilíbrios econômicos forem resolvidos e a inflação diminuir" no país.
Também no cenário internacional, as medidas de austeridade adotadas por Milei têm rendido elogios do Fundo Monetário Internacional (FMI). No mês passado, a organização internacional anunciou um acordo que permite o desembolso de quase US$ 800 milhões (R$ 4,1 bilhão).
O FMI destacou o "primeiro superávit fiscal trimestral" em mais de 10 anos, a "rápida queda da inflação, a mudança de tendência das reservas internacionais e uma forte redução do risco soberano".
Especialista destacam, porém, que o superávit é uma consequência direta da redução dos gastos, e não da elevação das receitas obtidas pelo governo — o que pode não ser sustentável no longo prazo.
Para isso, milhares de demissões ocorreram, assim como os salários e aposentadorias tiveram uma queda importante. A consequência é uma intensificação da crise econômica que assola o país e já colocou 41,7% dos 46,7 milhões dos argentinos abaixo da linha da pobreza, segundo o Indec.
Essas condições econômicas têm impactado os níveis de consumo da população e até as carnes — que representam uma das maiores tradições argentinas, o churrasco — estão perdendo espaço: até março, o consumo de carnes no país estava no menor nível em 30 anos, segundo a Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da Argentina.
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