Escola estadual usa o grafite para conscientizar comunidade sobre violência contra a mulher
O lançamento oficial do Programa Coração de Estudante, nesta terça-feira (26), mostra a preocupação da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) em trabalhar o socioemocional dos estudantes. Paralelamente, também existem projetos de conscientização sobre a violência e temas relevantes para a sociedade, a exemplo de racismo, bullying e inclusão de pessoas com deficiência.
Além das parcerias já existentes com órgãos como as polícias Civil e Militar, diversas ações acontecem nas escolas estaduais. É o caso da Escola Estadual Gilvana Ataíde, em Maceió, que neste mês de março promove uma discussão com seus estudantes acerca da violência contra a mulher.
Uma das ações acontece por meio do Projeto Integrador Juventudes e consiste em fazer uso da arte do grafite no muro da escola para abordar temas de relevância na sociedade. O primeiro painel deste mural diz respeito à violência contra a mulher.
“No projeto, os alunos refletem sobre temas relevantes para a comunidade e apresentam propostas e soluções para o enfrentamento a estas demandas. Nesta ação em especial, nossos estudantes usam a arte para conscientizar toda a comunidade”, diz a diretora adjunta Flávia Souza.
“Por meio desse projeto queremos mostrar que a escola é viva e que é uma vitrine daquilo que ela pode oferecer à sociedade. Este grafite é feito pelos nossos alunos”, complementa o também diretor adjunto Carlos Alexandre Araújo.
Coordenador do PI Juventudes, o professor de Sociologia Jackson Souza conta que o projeto, além de conscientizar sobre diversos temas de cunho social, estimula o talento e o protagonismo juvenil.
“Temos aqui alunos da 1ª e 2ª série do ensino médio e estamos aproveitando esse talento que eles possuem com o grafite para transformar o muro da escola em um espaço de conscientização da comunidade da Santa Lúcia. Começamos falando da violência contra a mulher, mas, também, abordaremos questões como racismo, combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e inclusão de pessoas com deficiência”, adianta o professor, destacando que o projeto envolve toda escola.
Aluna da 2ª série do ensino médio, Annekely Tavares aprovou a iniciativa. “Admiro muito a cultura do grafite e acho muito importante que o muro seja um espaço para dar voz às mulheres. Além disso, neste grafite temos a imagem de uma mulher negra, o que faz com que eu me sinta ainda mais representada”, revela.
Responsabilidade de todos
Quem também elogiou a iniciativa do mural foi a delegada Ana Luiza Nogueira, coordenadora das Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher da Polícia Civil de Alagoas. Na última sexta-feira (22), ela esteve na Gilvana Ataíde para ministrar uma palestra sobre a Lei Maria da Penha para estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Antes da palestra, estudantes da EJA apresentaram uma peça inspirada no poema “Hoje eu recebi flores”, de autoria desconhecida e que fala de mulheres vítimas de feminicídio.
“Fiquei encantada com essa iniciativa do mural e também com a peça apresentada pelos alunos, pois mostra a escola como um espaço de conscientização, reafirmando que esta é uma luta de todos nós. Esta parceria entre a Seduc e a Polícia Civil é essencial, pois estes crimes acontecem nas residências e é importante que as pessoas entendam que a denúncia e a notificação são imprescindíveis para que a Polícia Civil possa agir. Em briga de marido e mulher, devemos, sim, meter a colher”, finaliza a delegada.
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