Preso por tráfico no aeroporto da França havia sido dado como desaparecido em Alagoas
A Polícia Civil de Alagoas identificou o alagoano que foi preso por tráfico no aeroporto da França. Ele havia sido dado como desaparecido, pela mãe, na cidade de Inhapi, no Sertão de Alagoas, em agosto de 2023.
A informação foi confirmada pelo chefe de cartório do 29°DP, Fabiano Menezes, que conseguiu identificar o desaparecido, de 25 anos, após a mãe ter ido até a Delegacia registrar a ocorrência sobre o desaparecimento dele.
O policial civil disse que no dia 22 de agosto de 2023, a senhora procurou a Delegacia para registrar um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento do seu filho. Ela disse que ele se encontrava no estado de São Paulo, e há 30 dias não mantinha contato.
Diante dos fatos, foram iniciados os procedimentos legais pela equipe do 29°DP para tentar localizar o rapaz desaparecido. Uma semana depois, surgiu a informação de que uma pessoa do município Inhapi havia sido presa na fronteira.
Em contato com a Polícia Federal, a Polícia Civil conseguiu identificar que o preso era o jovem alagoano. O rapaz teria sido preso pela Adidância da Polícia Federal em Paris/França, ao desembarcar no Aeroporto Internacional Charles de Gaulle, em Paris, no dia 17/07/2023, supostamente por tráfico de drogas.
O mesmo teria sido recolhido no Presídio Fleury Mérogis, desde o dia 20/07/2023, sendo sua prisão do conhecimento do Consulado-Geral do Brasil em Paris.
Foi iniciado um trabalho integrado de informações entre a PCAL e a Polícia Federal, com objetivo de contribuir nas investigações que estão sendo realizadas para conclusão do inquérito policial.
Após saber que o jovem preso é seu filho, a mãe do jovem fez um apelo para que ele seja trazido ao Brasil e julgado aqui. O jovem também mandou uma carta para a mãe, pedindo ajuda.
"Não ouço a voz dele, não sei como o meu filho realmente está. Se fosse aqui no Brasil, mas não! Ele está no fim do mundo. Me desespero só de pensar que não vou ver mais ele. Tô sofrendo muito, só quero que tragam ele de volta. Tem que ser julgado aqui", apelou a mãe do rapaz.
"É uma angústia muito grande no coração. A última carta que recebi dele foi em dezembro, e ele sofre, tenho certeza, mas faz de tudo para que eu fique bem, que não me preocupe. Diz nas cartas que está tomando os remédios dele. Como mãe, me desespero".
"O último contato do consulado comigo foi em dezembro. Eles falaram que meu filho estava bem, que estava sendo bem cuidado, e que poderia voltar para o Brasil em outubro, mas depois disso não me ligaram nunca mais. Estou sem nenhuma notícia do que vai acontecer", completou ela.
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