Diretor de Posto de Saúde é denunciado por crime de homofobia em Novo Lino

Por Redação com Dicom TJ/AL 24/02/2024 08h08 - Atualizado em 24/02/2024 11h11
Por Redação com Dicom TJ/AL 24/02/2024 08h08 Atualizado em 24/02/2024 11h11
Diretor de Posto de Saúde é denunciado por crime de homofobia em Novo Lino
Cisp Novo Lino - Foto: Reprodução

O diretor de um posto de saúde, da cidade de Novo Lino, no interior alagoano, foi denunciado na justiça por crime de homofobia, praticado contra um servidor da mesma unidade de saúde. A denúncia foi recebida pelo juiz Jonathan Pablo Araújo, da Comarca de Colônia Leopoldina, na última quinta-feira, 22.

Conforme a denúncia, a vítima é um servidor concursado da Secretaria Municipal de Saúde desde 1997, que passou por uma série de constrangimentos e assédio moral, desde que o suspeito assumiu a função de diretor do Posto de Saúde.

Uma das testemunhas afirmou que a vítima se alimentava na calçada de sua casa, debaixo de uma árvore em frente ao Posto de Saúde, já que era proibido de permanecer no refeitório do local de trabalho.

Na decisão, o juiz determinou ainda que o Município instaure os procedimentos cabíveis contra o réu, tais como sindicância, processo administrativo disciplinar (PAD), suspensão, exoneração, perda de cargo ou função de confiança, entre outras medidas.

As providências devem ser informadas ao juiz no prazo de 15 dias. Caso já tenha havido a prévia ciência, a Administração Pública deve informar quais as medidas foram tomadas no âmbito administrativo contra o denunciado, remetendo cópia integral dos aludidos feitos ao magistrado, no prazo de cinco dias.

Segundo o magistrado, a denúncia satisfaz os requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal, além de estarem presentes as condições da ação e os pressupostos processuais.

Homofobia e perseguição política

Segundo o inquérito policial, sob a gestão do suspeito, por motivos de rivalidade política e homofobia, a vítima também era proibida de entrar e permanecer na sala de emergência e na sala de descanso.

Além disso, testemunhas relataram que o réu teria abordado a vítima para avisar que tinha estacionado sua moto em lugar inadequado, alegando que ela aguardasse ser feita uma vaga especial para LGBQIAP+.

Ainda segundo os autos, após reclamar direitos trabalhistas perante a gestão municipal, o réu alterou a escala de trabalho da vítima, retirando-a do serviço de plantonista e passando para diarista como forma de retaliação.