Trabalhadores resgatados em situação análoga à escravidão em Arapiraca e Murici só recebiam cerca de R$ 200 por mês
Dois trabalhadores que recebiam entre R$ 40 e R$ 50 por semana (ou cerca de R$ 200 por mês) há mais de 30 anos foram resgatados em Arapiraca e Murici durante uma operação de combate ao trabalho escravo, que foi realizada entre os dias 28 de janeiro e 7 de fevereiro.
A força-tarefa que atuou na operação é composta por policiais federais e equipes do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas, Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) e Defensoria Pública da União (DPU).
O homem encontrado no bairro Canafístula, em Arapiraca, tem 68 anos. A outra vítima, localizada na Zona Rural de Murici, tem 64. "Eles foram resgatados do trabalho análogo ao escravo em pequenas fazendas. Um desses homens não ouve e nem fala", afirma o procurador do Trabalho, Rodrigo Alencar.
Os donos das propriedades rurais assinaram Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o MPT e a DPU e terão que pagar R$ 220 mil em indenizações para as vítimas.
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