Ônibus com torcida do Corinthians ficou sem freios e tinha pneus carecas, diz polícia

Por Folhapress 24/08/2023 13h01
Por Folhapress 24/08/2023 13h01
Ônibus com torcida do Corinthians ficou sem freios e tinha pneus carecas, diz polícia
Acidente - Foto: Corpo de Bombeiros

Perícia realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais comprovou falta de freios no ônibus com torcedores do Corinthians que capotou na BR-381 no domingo (20), na volta ao interior de São Paulo após partida do time contra o Cruzeiro em Belo Horizonte. Sete pessoas morreram e ao menos três seguem internadas. No veículo estavam 43 pessoas.

"O ônibus bateu com a velocidade que vinha imprimindo", afirmou o delegado Helton Cota, chefe do Departamento Estadual de Investigações de Crime de Trânsito, em conversa com jornalistas na manhã desta quinta (24). O veículo bateu num barranco antes de capotar. O trecho em que ocorreu o acidente é de descida forte no município de Igarapé, na região metropolitana da capital.

A constatação da falta de freios ocorreu, entre outros pontos, porque não há marcas de frenagem na pista, conforme o delegado. Segundo relatos citados pelo delegado, o motorista gritou que estava sem freios momentos antes do acidente.

A perícia apontou várias irregularidades no veículo. Além da falta de autorização para transporte interestadual de passageiros, segundo já confirmado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), o ônibus estava também com pneus carecas. Parte dos bancos, conforme o delegado, não tinha cinto de segurança.

VÍDEO MOSTRA ACIDENTE COM ÔNIBUS DA TORCIDA DO CORINTHIANS - Diante do que as investigações apontaram até agora, o delegado disse que a tendência é o indiciamento do motorista do ônibus, que também é dono da empresa que presta o serviço de transporte, por homicídios culposos e lesões corporais culposas. Ele está internado em estado grave.

"Pelo que foi juntado aos autos até o momento, verifica-se que houve negligência por parte do motorista, por falta de cuidados com esses equipamentos obrigatórios", disse o responsável pelas investigações.