Operação contra policiais rodoviários federais apreende R$ 400 mil no Paraná
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Federal (PF) apreenderam nesta quinta-feira (10) estoques de produtos eletrônicos suspeitos de terem sido desviados por policiais rodoviários federais no Paraná.
A Operação Spoliare cumpriu 54 mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal de Foz do Iguaçu, no oeste do estado. Ao todo, foram apreendidos:
R$ 434 mil em espécie;
84 celulares;
3 veículos;
2 laptops
1 HD;
15 MacBooks;
2 iPads;
uma mala com amostras de medicamentos.
A operação também prendeu quatro policiais rodoviários federais - dois em flagrante. De acordo com a PRF, os agentes revendiam na internet mercadorias apreendidas em operações de rotina da corporação.
(ATUALIZAÇÃO: Inicialmente a PF informou que seis policiais rodoviários federais tinham sido presos. No entanto, segundo a PRF, foram quatro. A informação foi atualizada às 15h28.)
Em nota, a PRF disse que repudia "toda ação que atente contras seus valores institucionais" e que não tolera qualquer desvio de conduta.
Rota do contrabando
As cidades paranaenses onde foram cumpridos mandados na operação são cortadas pela BR-277 - principal rota usada por contrabandista para levar mercadorias do Paraguai a outras regiões do país.
No posto da PRF em Santa Terezinha de Itaipu, policiais apreenderam documentos e um carro com suspeita de ter sido comprado com dinheiro do esquema.
Os dois agentes presos em flagrante foram autuados por porte de granadas e munições de fuzil; um deles também foi autuado pelo crime de descaminho.
Uma pessoa alvo de mandado de prisão é considerada foragida. Também foram cumpridos 11 mandados de afastamento da função pública.
As ordens judiciais foram cumpridas nos seguintes municípios:
Santa Terezinha de Itaipu;
São Miguel do Iguaçu;
Medianeira;
Céu Azul;
Cascavel;
Toledo;
Telêmaco Borba;
Curitiba;
São Paulo (SP).
Investigações
De acordo com a polícia, as investigações começaram na Corregedoria da PRF e apontaram que os envolvidos vendiam produtos em plataformas de comércio eletrônico ou contavam com a ajuda de outras pessoas para comercializar os materiais, normalmente enviados para o estado de São Paulo.
A partir do trabalho da Corregedoria, as apurações evoluíram para a instalação de um procedimento na Polícia Federal, com apoio do Ministério Público.
Se condenados, os suspeitos devem responder por crimes contra administração pública. As penas máximas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
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