Médico de MS integrava grupo de estelionatários e morreu após cobrar dívida de R$ 500 mil, diz polícia
O médico de 29 anos, achado morto com os pés e mãos amarrados em 3 de agosto, foi assassinado por cobrar uma dívida de R$ 500 mil de um grupo de estelionatários, em Dourados (MS), de acordo com a Polícia Civil. Ele também fazia parte do grupo que aplicava golpes financeiros, segundo as investigações.
Uma das pessoas que participava do grupo de estelionatários devia R$ 500 mil ao médico e o matou para não pagar a dívida, segundo as investigações. Uma mulher, presa como mandante do crime nesta segunda-feira (7), era a devedora. As informações são do delegado Erasmo Cubas.
Segundo ele, a vítima teria cobrado a dívida da mandante, que se sentiu ameaçada e encomendou a morte do médico.
"Para se livrar da dívida, a suspeita contratou três homens para matar o médico. A mulher teria pagado R$ 150 mil ao trio pelo crime", disse Cubas nesta terça-feira (8).
Até a última atualização desta reportagem, o g1 havia encontrado a defesa da mulher.
De acordo com as apurações da Serviço de Investigações Gerais (SIG), de Dourados, a mulher ficou com o celular do homem após a morte dele. Em troca de mensagens, a suspeita teria se passado pelo médico e solicitado dinheiro a amigos da vítima. Apenas neste momento, a mulher conseguiu R$ 2,5 mil.
Além dela, a mandante, outras três pessoas foram presas em Pará de Minas, no interior de Minas Gerais, como suspeitas da morte do médico. Eles chegaram a Dourados (MS), na madrugada desta terça, escoltados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), para prestar depoimento.
De acordo com a polícia, foram presos três homens e a mulher. Até a última atualização desta reportagem, o g1 não havia conseguido contato dos advogados dos detidos.
A morte
O médico de 29 anos, foi encontrado morto em uma casa de Dourados (MS) – a 232 quilômetros de Campo Grande – em 3 de agosto.
O médico, que estava desaparecido há uma semana, foi encontrado com os pés e mãos amarrados em cima de uma cama. Exame necroscópico revelou que a morte foi por asfixia e provável estrangulamento.
Ele morava em um apartamento em Dourados, mas a casa em que ele foi encontrado morto era de aluguel de temporada. O imóvel foi alugado através de um aplicativo na semana passada, por um período de 15 dias.
O proprietário informou que na noite do dia 27 de julho, dois homens chegaram a pé na casa para pegar as chaves e iniciar a locação.
Mensagens enviadas do celular da vítima mostram uma pessoa relatando que estava sendo ameaçada e pedindo dinheiro para amigos do médico. De acordo com a Polícia Civil, o aparelho continuou sendo usado após ele desaparecer, no dia 26 de julho, em Dourados (MS).
Na quinta-feira, uma mulher que mora ao lado da residência onde estava o corpo, ligou para a polícia e relatou que o carro do médico estava há cerca de uma semana estacionado em frente ao local. De acordo com a moradora, moscas começaram a invadir a casa dela, além dela sentir um mau odor vindo da direção da casa vizinha.
Segundo a polícia, o corpo já estava em decomposição, o que indica que a morte ocorreu há vários dias. O profissional ainda usava o uniforme que os médicos utilizam no Hospital da Cassems, conhecido como scrubs hospitalar.
Natural do Rio Grande do Sul, o homem se formou em março deste ano pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Ele trabalhava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na Cassems e no Hospital da Vida.
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