Acusado de matar cunhada a facadas, em 2021, é condenado a 23 anos de prisão, em Alagoas

28/07/2023 15h03
28/07/2023 15h03
Acusado de matar cunhada a facadas, em 2021, é condenado a 23 anos de prisão, em Alagoas
TJ - Foto: Caio Loureiro

O réu Aldenilson Pedro da Silva foi condenado a cumprir 23 anos, um mês e 20 dias de reclusão pela morte da cunhada, Poliana da Silva Tavares, no município de Maragogi, no Litoral de Alagoas. O julgamento ocorreu nessa quinta-feira (27), no Fórum do Barro Duro, em Maceió, e foi conduzido pelo juiz Douglas Beckhauser.

Segundo informações do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), o acusado confessou o crime. Os jurados acolheram a tese da acusação e condenaram Aldenilson por homicídio qualificado (motivo fútil, utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio).

"Laudo pericial demonstrou que foram dadas 16 facadas na vítima, inclusive em diversas regiões não fatais, em execução do crime que se arrastou por horas, o que demonstra que antes de realizar os golpes que tiram a vida dela, ele causou outras lesões a fim de lhe causar sofrimento", afirmou o juiz.

O réu deverá cumprir a pena, inicialmente, em regime fechado e não poderá apelar em liberdade, além de ter que pagar R$ 200 mil de indenização moral aos herdeiros da vítima.

O caso

A cabeleireira Poliana da Silva Tavares foi morta a facadas, na residência onde residia, na cidade de Maragogi, em novembro de 2021. O crime teria sido motivado pelo fato de que a vítima denunciou o acusado por abuso sexual supostamente praticado por ele contra uma menor. Os autos do processo apontam que Aldenilson amarrou a mulher antes de desferir os golpes de faca.