Júri de acusado de matar menino Kauã: Criança teve três costelas, dentes e crânio quebrados, afirma testemunha

Por Redação 25/07/2023 11h11
Por Redação 25/07/2023 11h11
Júri de acusado de matar menino Kauã: Criança teve três costelas, dentes e crânio quebrados, afirma testemunha
Juri do assassino do menino Cauã - Foto: Dicom TJ AL

Iniciou na manhã desta terça-feira, 25, o julgamento de Fernando Henrique da Andrade Olegário, acusado da morte do menino Márcio Kauã Ferreira Acioli, de apenas dois anos. O juri popular ocorre no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, em Maceió.

Márcio Kauã Ferreira Acioli foi morto no bairro Benedito Bentes, parte alta de Maceió, em abril de 2022. Fernando Henrique está sendo julgado por homicídio qualificado, comunicação falsa de crime e fraude processual.

A primeira testemunha do caso afirmou que menino deve ter sido agredido com bastante violência antes de morrer. Ela citou que no exame cadavérico, feito no corpo, foi constatado que o menino teve três costelas e a arcada dentária superior quebradas, e houve trauma no crânio.

O agente Allan Walber, chefe de operações da Delegacia dos Crimes contra a Criança e o Adolescente, informou que a equipe tomou conhecimento do episódio pelas redes sociais e, mesmo assim, iniciou as investigações.

“Eu fui ao local onde eles disseram que a criança tinha desaparecido. Lá, estava o casal dando entrevista, e eu o convidei para ir à delegacia. Aproveitei e solicitei imagens das câmeras de segurança dos locais onde a criança poderia ter passado. Fui até a loja onde eles afirmaram estar olhando roupa para a criança e, ao lado, tinha uma avícola com câmera que apontava para o ponto de ônibus. Solicitei as imagens ao proprietário. São duas horas de imagens e verifiquei que a história que eles contaram em depoimento não condizia com a realidade”, contou o policial.

“Percebi que havia algo estranho pela frieza deles, já que não demonstravam angústia. Em depoimento, inclusive, houve contradição entre eles. Quando fomos até a casa dele para um novo depoimento, chegando lá eles estavam juntos e, no caminho, eles não tinham como sustentar a história e começaram a verbalizar o que aconteceu. No primeiro momento, ele disse que a criança tinha pego o controle da televisão, e ele empurrou e a criança bateu a cabeça. Em outra ocasião, ele disse que se irritou com a criança, a agrediu e a criança bateu a cabeça, começando a convulsionar”, continuou o agente.

Ainda segundo o depoimento, Fernando Henrique já teria agredido o menino Kauã em outros momentos, mesmo sem ter feito uso de drogas.