Sefaz alerta que reajuste solicitado por categorias ultrapassa LRF
Durante uma reunião realizada com o Comitê de Negociação Sindical do Estado de Alagoas (Cones), nesta segunda-feira (12), o Governo de Alagoas afirmou que o reajuste salarial solicitado pelos servidores públicos faria com que o Estado infringisse a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
A legislação estabelece os limites que cada ente federado deve ter com despesas de pessoal. Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), se o governo conceder o reajuste em 15% desejado pelos servidores, as despesas com o pessoal atingiriam52,12% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado em 2023. Isso significa que os valores ultrapassariam o limite de 49% estabelecido pela LRF.
O cenário voltaria a se repetir em 2024, quando as despesas com a folha de pagamento do Poder Executivo chegariam a 51,08% da receita.
Na primeira reunião do Cones/AL, realizada no início deste mês, o governador de Alagoas, Paulo Dantas, sinalizou para um reajuste salarial de 5,79%, que seriam implantados a partir de maio do próximo ano. O percentual oferecido pelo governo cobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – que mede a inflação oficial do país – relativo a 2022.
Segundo a secretária da Fazenda, Renata dos Santos, se esse reajuste fosse concedido este ano, as despesas com pessoal atingiriam 51,37% da Receita Corrente Líquida de Alagoas, um aumento de 10,47% pontos percentuais em relação aos gastos com os servidores públicos registrados em 2022.
O governo do Estado afirma que os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) serão ultrapassados se houve reajuste por causa da redução da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de Combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletiva. A diminuição da cobrança foi estabelecida pela Lei Complementar 194, sancionada em junho de 2022 pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com o governo do Estado, se não houvesse sancionada a Lei Complementar, o reajuste alcançaria um limite de gasto de pessoal abaixo 49%, permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Em outro cenário projetado pela Sefaz – sem efeitos da LC 194 e sem reajuste salarial –, as despesas com pessoal do Executivo estadual atingiriam 46,97% da Receita Corrente Líquida do Estado. Atualmente, a folha salarial dos servidores do Poder Executivo chega à média de R$ 475 milhões mensais.
Com o reajuste pleiteado pelo movimento unificado (15%) para o próximo ano, as despesas com pessoal teriam um incremento mensal de R$ 71 milhões, chegando a R$ 950 milhões em um ano, considerando os cálculos do décimo terceiro salário e um terço de férias.
Últimas Notícias
Homem, com tornozeleira eletrônica, recém-saído do presídio é assassinado em Arapiraca
Três brasileiras centenárias entram no livro de recordes
IA e vídeos falsos superam fake news como maior ameaça à democracia
Exame confirma que motorista espancado até a morte, após atropelar e matar menino, teria consumido bebida alcoólica
Corpos do cantor Rick e demais vítimas de queda de helicóptero já estão no IML de Santa Catarina
Vídeos mais vistos
Ministro dos Transportes vistoria obras do VLT em Arapiraca
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
Julgamento de escultor, em Arapiraca
1ª Jomart Run

