Quem ama, acolhe e aceita! Conheça histórias de mães que lutam contra os desafios na criação de filhos com autismo
“Alguém com autismo me ensinou que o melhor presente de todos é o amor”. Essa frase retrata o cotidiano de uma mãe com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A vida de uma mãe, por si só, já tem suas lutas. E quando uma mãe recebe o diagnóstico que seu filho tem autismo, sua rotina muda completamente. Viver exclusivamente para o filho ou abandonar a carreira para se dedicar inteiramente aos cuidados às crianças são alguns dos desafios impostos às mães destas crianças. A maternidade delas vai além de um abraço, uma conversa ou uma brincadeira.
O Portal Já é Notícia conversou com duas mães de autistas para saber suas conquistas e superação ao longo dos anos. A partir de suas experiências pessoais, elas nos mostram abaixo seus pontos de vista.
Dayane Teles, mãe solo de Benjamim, nos contou sua história de vida e sua jornada até aqui. Criadora do espetáculo Le Monde Bleu, a artista arapiraquense fala sobre sua de sua experiência de mãe de "anjo azul", como as crianças com autismo costumam ser chamadas, e retrata os diferentes níveis do transtorno, até mesmo os mais severos, que geralmente são pouco representados artisticamente em sua peça.
“Eu ficava observando as mães enquanto esperava o Ben no seu tratamento. Com a ansiedade, me surgiu a ideia de criar algo que falasse sobre isso, o cuidado e o carinho que as crianças tem no tratamento, assim surgiu a peça. A descoberta do diagnóstico do meu filho foi na escola, eu nem sabia o que era. Eu lembro que chorei da escola até em casa e, a partir daí, eu superei e procurei as terapias para ele fazer. Isso é muito importante, além do apoio da família e aceitação. Quando a mãe aceita, os outros aceitam mais facilmente”, declarou Day.
“Eu descobri o autismo do meu filho muito cedo, quando ele tinha um ano e três meses. Então, eu vejo as dificuldades hoje com mais leveza, mas o meu maior desafio e medo é morrer e ele ter que viver sozinho, ser independente. Eu preciso conseguir que ele aprenda tudo antes de ir embora. É difícil, mas exige muito amor. É necessário ter muita força para caminhar essa estrada e ter uma rede de apoio grande. A cada passo e vitória que meu filho conquista, é uma felicidade a mais”, concluiu Dayane Teles, que, sozinha no palco, apresenta seu monólogo levando a mensagem que o autismo não é o fim do mundo, mas que a evolução da criança depende da forma como você aceita.

(Dayane e Benjamin)
É fato que as palavras que mudam a sua vida… “O seu filho tem autismo”. Elas ligam mães de uma forma que outras pessoas não conseguem compreender. Devido ao fato de o autismo atravessar todas as fronteiras sociais, econômicas e culturais, as mães de crianças com autismo vêm de todos os países do mundo e de todos os percursos de vida.
Desde que soube, a arapiraquense Eveny Quintino, que agora é viúva, e mãe de João Henrique, de 9 anos, e Igor Rafael, de 7 anos, lida com os desafios também criou uma
história de superação e amor que vamos relatar a seguir.
“Ser mãe atípica é viver sabendo que a vida é uma verdadeira montanha russa, onde existem dias que só temos avanços e conquistas, mas que também temos os dias em que há regressões, crises, desorganizações e desafios. Vivemos um dia de cada vez, sem criar expectativas, mas cientes que precisamos dar o nosso melhor sempre. Ser mãe de uma criança com TEA é reconhecer o amor no olhar, nos pequenos gestos, no abraço. Ser mãe sempre foi meu maior sonho, meu maior objetivo de vida. No Rique e no Igor eu me realizo, me reabasteço mais a cada dia, eles me impulsionam a seguir, e é neles que vejo o agir de Deus em minha vida. É com eles e por eles que me sinto capaz de enfrentar todos os obstáculos que vierem pela frente”, relatou Eveny.
“Ser mãe sempre foi meu maior sonho, meu maior objetivo de vida. No Rique e no Igor eu me realizo, me reabasteço mais a cada dia, eles me impulsionam a seguir, e é neles que vejo o agir de Deus em minha vida. É com eles e por eles que me sinto capaz de enfrentar todos os obstáculos que vierem pela frente. Ao recebermos o diagnóstico, nossa vida se tornou uma incógnita, principalmente quando imaginamos que ele poderia ter uma vida de inteira dependência. Nossa preocupação acabou sendo alavancada posteriormente, sobretudo quando passamos pelas primeiras consultas, onde um determinado profissional apontou coisas simples que teoricamente, nosso filho não conseguiria fazer. Nessa ocasião, saímos devastados do consultório, não por nós, mas por ele, pois Deus sabe que faríamos o que estivesse ao nosso alcance por nosso filho. Após esse episódio, nos dedicamos a entender um pouco mais sobre o autismo, e com isso, veio a necessidade de procurar a opinião de outros profissionais, que mais tarde, esclareceram todas as nossas dúvidas e nos fizeram compreender que diagnóstico algum limitaria o nosso filho e que se nos dedicássemos estimulando-o da forma correta, ele se desenvolveria, mesmo que com suas limitações, tirando de nós a angústia plantada anteriormente”, completou a mãe.
“O autismo chegou em nossas vidas nos fazendo enxergar que o amor supera tudo, nos ensinando a darmos o nosso melhor a cada dia, a sermos gratos nas pequenas conquistas e, nos ensinando que não existe ninguém melhor que ninguém e que todos temos nossas diferenças. Quando confiamos em Deus ele nos mostra que o impossível pode se tornar possível. Filhos são e sempre serão uma benção divina. Cada um vem com seu jeitinho, com a missão de nos ensinar valores sobre a vida. Nunca permitam que diagnóstico algum determine o que o seu filho pode ser. Todos são capazes de conseguir o que quiserem basta que busquemos os meios para ajudá-los da melhor maneira possível. Ser mãe atípica é aprender mais sobre a palavra paciência. Entender que sempre dá para amar mais e querer aprender com ele todos os dias. Ser Mãe é valorizar a cada dia o AMOR e o RESPEITO.
Para conhecer mais o mundo azul de Dayane Teles e Eveny Quintino, confiram os instagrans: @glori_dayane_teles e @convivendocomotea

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