Justiça libera quatro presos pela PF por lavagem de dinheiro do PCC em Alagoas

16/03/2023 17h05
16/03/2023 17h05
Justiça libera quatro presos pela PF por lavagem de dinheiro do PCC em Alagoas
Operação da PF - Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (16), a Justiça de Alagoas relaxou a prisão de quatro envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os liberados está Silva Rejane de Souza Araújo, a ex-sogra do líder do PCC, Erik Ferraz. Ela foi solta para ser monitorada por tornozeleira eletrônica porque argumentou ter problemas de saúde. Sílvia Rejane e outras cinco pessoas foram presas na última terça-feira (14), durante operação da Polícia Federal (PF).


Além da ex-sogra do líder do PCC, outros três presos foram colocados em liberdade para serem monitorados por tornozeleira eletrônica. Uma quarta pessoa teve a prisão domiciliar decretada com raio zero e somente um ficou efetivamente preso, de maneira preventiva.

De acordo com a Polícia Federal, Sílvia Rejane está no centro de uma investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC. A primeira operação deste caso ocorreu em 2017 e terminou com a morte do traficante e líder do PCC, Erik Ferraz. Ele morreu em confronto com a Polícia Federal, dentro de um condomínio de luxo em Maceió. A PF apurou que Erik usava identidade falsa e construiu um patrimônio milionário na capital alagoana.

A investigação da PF revelou que Erik Ferraz era casado com a filha de Sílvia Rejane, Gabriela Terêncio, que, segundo a PF, participava do esquema do marido. Além das duas, os dois outros filhos de Sílvia Rejane também participavam do esquema, identificados como Domingos Terêncio e Diogo Terencio.

Domingos Terêncio é 2° tenente da Polícia Militar de Alagoas e também foi alvo da operação da última terça (14). Terêncio foi expulso da PM-AL em janeiro deste ano, mas conseguiu uma liminar na Justiça no último dia 2, obrigando o Estado de Alagoas a reintegrá-lo à PM.