Justiça rejeita pedido para jogar na Europa de jogador que matou casal
O juiz Baldi Loewenkron, da 34ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, rejeitou um novo pedido do jogador Marcinho — réu por atropelar e matar um casal de professores — para liberá-lo a jogar fora do Brasil.
Segundo a decisão, publicada no fim de janeiro, o processo se encontra aguardando alegações finais pela defesa do atleta, que busca se beneficiar da demora do processo. A coluna teve acesso aos autos.
Em seu pedido, Marcinho diz que está há mais de um ano sem conseguir um trabalho e sem perspectivas de se realocar em um clube nacional. O atleta aponta que recebeu uma proposta do Pafos, do Chipre, e gostaria de autorização para trabalhar fora do país.
O atleta aponta que a carreira de jogador é curta, razão pelo qual pede para que o juiz reconsidere a decisão. Marcinho diz que sempre colaborou com a Justiça e que não é razoável que continue sem a possibilidade de trabalhar.
Ainda acrescentou que o contrato com o Pafos prevê que, em caso de condenação, o acordo seria rescindido pelo clube, com imediato retorno ao Brasil. Finalizou o pedido dizendo que é o único provedor de sua família, já que sua esposa "é do lar" e ainda tem um bebê de 1 ano.
No processo, o Ministério Público diz que Marcinho dirigia de forma imprudente um Mini Cooper, na noite de 30 de dezembro de 2020, em alta velocidade, tendo atingido o casal de professores Alexandre Lima e Maria Cristina Soares, deixando de prestar socorro.
A ausência de ajuda causou a morte do casal, de acordo com laudos colocados pelo MP na ação. O órgão diz que Marcinho havia consumido bebida alcoólica — pelo menos cinco tulipas de chope — em um bar do Rio de Janeiro horas antes do acidente.
A investigação do Ministério Público aponta que Macinho estava entre 86 km/h e 110 km/h no momento do acidente, em uma via onde a velocidade máxima permitida era de apenas 70 km/h. Alexandre morreu no local, enquanto Márcia veio a óbito após 7 dias.
Após a tragédia, ainda segundo o MP, Marcinho acelerou e iniciou uma fuga em alta velocidade, escondendo o carro em uma rua sem número, na zona oeste do Rio. A nova decisão judicial foi antecipada pelo jornal O Globo e confirmada pelo UOL.
Últimas Notícias
Mãe de Adriano Imperador cai em golpe de número falso
Número de pessoas atingidas por raio em ato pró-Bolsonaro é o maior já registrado no Brasil, segundo Inpe
Moraes rejeita habeas corpus para tirar Bolsonaro da prisão
Aeroportos da Ásia retomam protocolos de saúde da Covid após surto de Nipah
Copa Alagoas 2026 começa nesta quarta-feira; competição dá vaga na Copa do Brasil
Vídeos mais vistos
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
Inauguração do Centro de Convenções de Arapiraca
Morte em churrascaria de Arapiraca
Despedida de Zezito Guedes

