Após 26 anos do crime, cinco réus vão a julgamento pela morte do cabo Gonçalves, em Alagoas
Nesta terça-feira (24), iniciou o julgamento dos cinco acusados de serem os executores de José Gonçalves da Silva Filho, o cabo Gonçalves, crime ocorrido em 1996.
O júri começou com a escolha dos jurados, que deram início à leitura do processo de mais 100 páginas. Por volta das 11 horas, a fase da leitura ainda não havia sido concluída. Depois dessa etapa, será dado início à fase de depoimentos.
Cabo Gonçalves era reformado da Polícia Militar quando entrou na política, como deputado estadual. Ele era suspeito de integrar o crime organizado em Alagoas, a chamada "Gangue Fardada". O militar foi assassinado com tiros de metralhadora em um posto de combustível de Maceió.
"Esse processo foi desmembrado e já teve o julgamento de outros réus. Hoje é o julgamento dos réus que faltam. O julgamento de hoje finaliza todo esse caso emblemático", disse o promotor Thiago Riff.
Vítima foi metralhada por 12 homens
O crime ocorreu em 9 de maio de 1996, por volta das 11h, no Auto Posto Veloz, localizado na Avenida Menino Marcelo, em Maceió. Segundo os levantamentos feitos pela Polícia Civil na época, o Cabo Gonçalves foi morto com mais de 40 tiros de metralhadora e espingarda calibre 12, disparados de curta distância por um grupo de doze homens, fortemente armados, que fugiram em três veículos.
As investigações na época apontaram a participação dos irmãos Marcos Antônio Cavalcante e o ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante, que no dia do crime ficou em seu veículo, prestando auxílio aos executores, segundo o processo. Os irmãos Cavalcante foram apontados como chefes do grupo criminoso que ficou conhecido como "Gangue Fardada".
Em agosto de 2019, Manoel Cavalcante foi julgado e condenado a 21 anos de prisãoem regime fechado pela morte do cabo Gonçalves. Já o irmão Marcos Antônio Cavalcante, foi julgado e absolvido do crime. Eles tiveram os processos desmembrados dos demais acusados.
Também foram acusados Jaires da Silva Santos, que foi julgado e absolvido, e Paulo Ney de Moraes.
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