Censo deve apontar crescimento da população de AL em 2022, mas abaixo da estimativa de 2021

Por redação com G1/AL 06/12/2022 19h07
Por redação com G1/AL 06/12/2022 19h07
Censo deve apontar crescimento da população de AL em 2022, mas abaixo da estimativa de 2021
Censo - Foto: Cortesia

O Censo 2022 deve apontar um crescimento da população de Alagoas em relação a 2010, ano do último Censo realizado no Brasil, mas abaixo da estimativa para o ano de 2021. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta terça-feira (6) que os recenseadores já entrevistaram 2.989.919 pessoas no estado entre 1º de agosto e 5 de dezembro, o que corresponde a 88,82% da população.

A estimativa de 3.365.351 habitantes em Alagoas em 2021 foi baseada no Censo de 2010 porque não houve contagem populacional nos últimos 12 anos. Assim, um cálculo matemático que considera o número de registros de nascimentos e de mortes chegou ao número aproximado para o período.

De acordo com o IBGE, a população real apontada pelo Censo 2022 não deve chegar ao que era estimado, mas vai superar os 3.120.494 habitantes recenseados em 2010.

Até o encerramento dos trabalhos, no dia 31 de dezembro, os recenseadores vão visitar mais de um milhão de moradias. Até esta segunda-feira (5), o IBGE já tinha aplicado o questionário do Censo em 991.854 domicílios. O percentual de recusas até o momento é de 1,33% dos domicílios totais.

As mulheres representam 52,12% do total da população recenseada, enquanto os homens representam 47,88%.

A entrevista presencial foi adotada em 99,61% das entrevistas. 0,31% dos questionários foram aplicados por telefone e apenas 0,08% dos domicílios optaram pela internet.

Coleta regular foi concluída em 78 municípios


A primeira etapa de coleta do Censo foi concluída em 78 dos 102 municípios de Alagoas, o que corresponde a 76,5%. Nesses locais, todos os setores censitários foram percorridos pelos recenseadores.

De acordo com o IGBE, seis cidades alagoanas se destacaram pela ampla colaboração da população, zerando o número de recusas e ausências: Água Branca, Jundiá, Mar Vermelho, Minador do Negrão, Pariconha e Quebrangulo.

Nesses 78 municípios, o IBGE agora trabalha com o “rescaldo”, segunda e última fase do Censo, que tem como objetivo tentar realizar entrevistas nos domicílios em que os moradores estavam ausentes ou não quiseram participar da pesquisa.

“Esse trabalho do rescaldo é fundamental porque nós buscamos entregar para a sociedade o retrato mais fiel possível da realidade, trabalhando para reverter cada recusa e cada ausência. Prova disso é que, no balanço anterior, a taxa de recusa estava em 1,64% e conseguimos baixar para 1,33% de lá para cá”, afirmou o coordenador operacional do Censo em Alagoas, Luciano Motta.

Mais de 176 mil pessoas em aglomerados subnormais


Até o dia segunda (5), o IBGE identificou 176.367 pessoas em Alagoas vivendo em aglomerados subnormais, o que corresponde a 5,9% da população. É a primeira vez que esse balanço é divulgado.

Para o IBGE, aglomerados subnormais são definidos como “ocupações irregulares de terrenos para fins de habitação em áreas urbanas e que, em geral, são caracterizados por um padrão urbanístico irregular, carência de serviços públicos básicos e localização em áreas restritas à ocupação”.

Quase 37 mil quilombolas foram recenseados em Alagoas

O balanço revelou também que 25.145 indígenas (1,69% do total para o Brasil) foram recenseados em Alagoas até o começo de dezembro. Já os quilombolas, contados pela primeira vez com uma pergunta específica no questionário, são 36.952 no estado alagoano, representando 3,06% do total de quilombolas recenseados no país.