Caso Rhaniel: Júri popular é adiado após promotor testar positivo para Covid
Foi adiado o júri popular da mãe, o padrasto e o irmão do padrasto do menino Rhaniel Pedro, 10 anos, encontrado morto em uma calçada o bairro do Clima Bom. O julgamento aconteceria nesta quarta-feira (16). A informação foi confirmada pelo juiz José Braga Neto, que conduzirá o júri marcado para o dia 2 de dezembro.
O motivo do adiamento é que o promotor responsável pelo caso, Tácito Yuri, está com Covid. "Ele testou positivo e por isso resolvemos pelo adiamento. Não tinha como passar para outro promotor porque não havia tempo hábil para ele estudar o processo", disse o juiz Braga Neto.
Além do promotor, o defensor público designado para o caso, Arhur Loureiro, também está com a doença. Ainda segundo o juiz, sete testemunhas foram arroladas no processo.
Rhaniel Pedro Laurentino da Silva, de 10 anos, foi encontrado morto em uma calçada no bairro em que morava. À época, a versão apresentada pela família à polícia foi de que ele tinha desaparecido um dia antes, ao sair de casa para o reforço escolar.
Durante as investigações sobre a morte do menino, a Polícia Civil prendeu o padrasto dele, Vítor Serafim de Oliveira pelo estupro de uma prima de Rhaniel, uma menina de 12 anos.
Meses após a prisão de Vítor de Oliveira, a polícia prendeu a mãe de Rhaniel, Ana Patrícia da Silva Laurentino Lourenço, e o irmão de Vítor, Wagner de Oliveira Serafim, pelo assassinato do menino.
Os três acusados foram indiciados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável. Eles negam os crimes.
Para os investigadores, Rhaniel foi assassinado por espancamento e depois um objeto foi introduzido no ânus da vítima morta para que a polícia acreditasse que se tratava de um crime sexual. Um preservativo foi encontrado no local onde estava o corpo, mas nele tinha apenas material genético de Rhaniel.
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