Padrasto é condenado a 51 anos e 11 meses de prisão pelo assassinato do menino Danilo

Por Redação 03/11/2022 19h07
Por Redação 03/11/2022 19h07
Padrasto é condenado a 51 anos e 11 meses de prisão pelo assassinato do menino Danilo
Padrasto é condenado - Foto: Ascom TJ/AL

José Roberto de Morais foi condenado a 51 anos e 11 meses de prisão em regime fechado nesta quinta-feira (3), pela morte do menino Danilo de Almeida Campos, de 7 anos, em outubro de 2019, na cidade de Maceió. A decisão foi proferida em julgamento realizado no Fórum de Justiça do Barro Duro, na capital alagoana. 

O acusado era padrasto de Danilo e o estuprou em uma oficina de bicicletas antes de estrangulá-lo e efetuar golpes na cabeça dele até a morte. O corpo do menino foi localizado apenas no dia seguinte, em uma viela.

José Roberto foi denunciado pelos crimes de estupro de vulnerável, homicídio qualificado, ocultação de cadáver e denunciação caluniosa e estava preso preventivamente desde 2020.

Na sentença, o juiz Yulli Rotter Maia, da 7ª Vara Criminal da Capital, pontuou que o padrasto utilizou violência extrema ao praticar o crime. 

"O réu teria se aproveitado da oportunidade, quando a mãe acreditou que o menino estaria em segurança, para cometer o crime dentro do estabelecimento comercial, longe de qualquer suspeita ou testemunhas. O réu usou de extrema brutalidade pela forma como cometeu o crime”.

O juiz ressaltou também que José Roberto mente e cria situações. O padrasto chegou a afirmar que a mãe de Danilo teria envolvimento com 'rituais de magia' e que havia uma mulher de cabelo verde na cena do crime.

"Um menino de sete anos, abusado, vítima de um homem do qual jamais poderia se defender. Todas as provas estão nos autos, havia sêmen no ânus do menino e o réu ainda teve a audácia de caluniar dois delegados, afirmando que o torturaram”, diz.