Advogado mata ex-esposa na frente dos filhos em calçada de escola do PR
A autônoma da área de estética Suellen Helena Rodrigues, 29, foi morta a tiros pelo ex-marido quando a mulher deixava os dois filhos, de 8 e 10 anos, na escola, em Curitiba. O crime foi registrado na tarde de hoje, no bairro Uberaba, para onde a mulher se mudou havia poucos dias, depois de fugir do ex.
Imagens de uma câmera de segurança em frente à unidade de ensino mostra que o advogado Jaminus Quedaros de Aquino, 59, chegou ao local em um carro, desce do veículo e corre em direção à ex. Ele troca algumas palavras e depois atira contra a vítima na frente das crianças. O filho mais velho corre do local, enquanto a menina mais nova tenta impedir a ação do homem. Após chegar a arrastar a vítima no chão, o advogado foge.
Suellen levou pelo menos cinco tiros e morreu no local. As crianças, filhos do casal, não ficaram feridas. Seria o primeiro dia de aula deles, já que a mãe tinha acabado de se mudar para a capital paranaense justamente para ficar longe do ex.
"Ele chegou cerca de 40 minutos antes dela, estacionou o carro e montou uma campana. Quando ele a viu, chegaram a discutir e ele começou a atirar nela. O menino fugiu para pedir ajuda e estava muito nervoso. Foram mais de cinco tiros na vítima que não teve como se defender. Uma atitude covarde", afirmou o delegado Thiago Nóbrega, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo Nóbrega, o advogado Jaminus de Aquino é ex-policial civil, que foi expulso da corporação por má conduta. Aquino chegou a concorrer ao cargo de vice-prefeito de Prudentópolis, onde o casal vivia, em 2016. Suellen já tinha denunciado o ex por agressões, fugiu recentemente para Curitiba e já tinha uma medida protetiva contra ele. Contra ele, já havia um mandado de prisão em aberto, expedido no dia 25 de outubro por descumprir a decisão judicial.
"Ele é muito agressivo e desequilibrado. Enquanto ele não estiver preso, temos muito medo do que possa acontecer. Estamos todos em risco porque ele é muito perigoso e capaz de fazer tudo. [...] Precisamos fazer justiça o mais rápido possível. Ele é louco e já era violento com ela antes", diz ao UOL uma parente da vítima, que prefere não ter o nome divulgado.
Em nota, a Prefeitura de Curitiba afirma que o Conselho Tutelar foi acionado para tomar as "providências cabíveis". O Núcleo Regional da Educação também acompanha o caso, assim como a Guarda Municipal.
A Polícia Civil do Paraná foi procurada pela reportagem. O órgão alegou que, por estar em diligências, não passaria detalhes do crime. O caso foi registrado pela DHPP, mas a investigação deve ficar a cargo da Delegacia da Mulher.
Até o momento, Aquino não foi localizado, não se apresentou à Polícia e nenhum representante legal se apresentou à investigação para fazer a defesa dele. Este espaço segue aberto e será atualizado tão logo haja manifestação.
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