PM preso em operação contra o tráfico de drogas e de armas em Maceió ganha liberdade
O tenente da Polícia Militar preso em Maceió durante a Operação Rastro, que apura o possível envolvimento de agentes públicos com o tráfico de drogas e de armas, conseguiu na Justiça o direito de responder ao processo em liberdade, mediante uso de tornozeleira eletrônica e cumprimento de outras medidas cautelares. A prisão de Wescley Rafael Ferreira Canuto foi revogada no dia 19 de outubro.
"Agora a defesa irá apresentar resposta à acusação e aguardará o juíz determinar o dia da audiência de instrução", informou ao g1 o advogado de Wescley, Napoleão Lima Jr.
Além da tornozeleira eltrônica, Wescley não pode se ausentar da comarca e deve comparecer a todos os atos do processo.
De acordo com os autos, no momento da busca e apreensão no imóvel do tenente foram confiscados um aparelho celular e uma arma de fogo de propriedade da Polícia Militar, que estava sob custódia de Wescley.
A defesa do policial alega que não existem elementos razoáveis para justificar que o PM tenha cometido crime de organização criminosa porque não foi "encontrado nenhum outro objeto que pudesse comprovar a relação de Wescley com a organização criminosa investigada".
Antes de ganhar a liberdade, o acusado teve negado dois pedidos de habeas corpus. Na última negativa, o desembargador José Carlos Malta Marques informou que mensagens colhidas através do WhatsApp do suspeito continham indícios da participação de Wescley em organização criminosa destinada ao tráfico de drogas, associação para o tráfico, fabricação e comercialização de armas de fogo, dentre outros crimes.
De acordo com o advogado de Wescley, as mensagens não são do telefone do tenente.
"São mensagens contidas no WhatsApp que não se sabe a quem pertença. E nessas mensagens não há nada que comprometa Wescley, são relatos de conversa com o alvo da operação devido ao fato de que Wescley conversava com ele para obter informações relacionadas a criminosos", defendeu Napoleão.
Além de Wescley, foram presos na Operação Rastro uma cabo da PM, Polianna Crespo, e o marido dela, Antônio Paulo Ferreira de Araújo, que é prestador de serviços do sistema prisional. A militar foi colocada em prisão domiciliar; já Araújo, conseguiu liberdade provisória.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-AL) informou que as investigações foram embasadas em provas técnicas e que a Polícia Militar vai abrir procedimento administrativo para apurar os fatos, garantindo aos militares o direito de ampla defesa.
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