Cabo que matou esposa com 10 tiros, em Maceió, é condenado a mais de 37 anos de prisão

Por Redação com Ascom MPE/AL 26/10/2022 07h07
Por Redação com Ascom MPE/AL 26/10/2022 07h07
Cabo que matou esposa com 10 tiros, em Maceió, é condenado a mais de 37 anos de prisão
Promotor de Justiça Antônio Vilas Boas atuou na acusação - Foto: Ascom MPE/AL

O cabo da Polícia Militar de Alagoas, Ivan Augusto dos Santos Júnior, acusado de matar a esposa Expedita da Silva, em 2018, no bairro São Jorge, em Maceió, foi condenado a 37 anos e seis meses de prisão, em regime fechado.

Além da prisão, o cabo deverá pagar uma indenização de R$ 286.200,00 à família de Expedita. O Ministério Público de Alagoas atuou na acusação do suspeito, com o promotor de Justiça, Antônio Vilas Boas.

O réu foi acusado de feminicídio duplamente qualificado, após matar a esposa que vivia com ele há 20 anos. 

Foram 13 horas de júri, onde foi apontado motivo fútil, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, contra mulher em razão de ser do sexo feminino, além do cometimento na presença da filha do casal. O júri foi presidido pelo juiz Geraldo Amorim.

Conforme o processo, Ivan Augusto tinha comportamento agressivo desencadeado por ciúmes. O crime ocorreu durante uma discussão, após Expedita ameaçar ir embora com a filha, que tinha 13 anos na época.

O desentendimento entre Ivan Augusto e sua esposa teria se estendido até o quarto quando a menina , ao ouvir o barulho, foi até o cômodo. Lá chegando, deparou-se com a mãe acuada em cima da cama e o réu apontando a pistola para sua cabeça, enquanto a mesma tentava se proteger colocando os braços na frente, mas o cabo não hesitou e deflagrou dez tiros. Diante da cena, a pré-adolescente entrou em desespero e tentou puxar o pai com o intuito de salvar a mãe.

Expedita ainda chegou a ser socorrida e levada para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde morreu dias após. Relatos de familiares ressaltam que o réu sempre foi violento e a vítima sempre sofreu agressões físicas e verbais.